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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

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segunda-feira, 24 de junho de 2019

O chão é pedregoso


Não enxergo o caminho que piso
Sinto que vou acabar no abismo
Oiço ao longe choro e riso
Foi tudo destruído pelo vandalismo

O frio entranha-se até à alma
As mãos têm pouca sensibilidade
Na escuridão não se vê vivalma
Não parti totalmente e já sinto saudade

O chão é duro e pedregoso
Vou arrastando algo com meus passos
Se me deparar com alguém perigoso
Temo acabar em pedaços

Sigo o caminho quase moribunda
A coragem ameaçou que me vai abandonar
Estou quase a deixar-me ficar em terra funda
As conquistas nunca me deixaram ganhar

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

A VIDA

Há momentos em que a vida
Nos nega alguns sorrisos
Torna os dias em noite
Não nos dá o que é preciso

Há momentos em que a vida
Parece que nos tira o chão
Insiste em esconder o Sol
E teima em não nos dar razão

Há momentos em que a vida
Constrói muros em cada esquina
Alimenta a má vontade
E envolve-nos numa triste sina

Para todos os maus momentos
Com que a vida nos quer presentear
Há que saber dizer que não
E bater a porta para não os deixar entrar

Sorria para a vida
Em cada dia que passa
Sinta o Sol em cada momento
Tenha força, vontade, mostre a sua raça.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

FORÇA

Abri o último frasco
Da reserva das minhas forças
P’ra fazer frente ao fiasco
Que transformou o mau mar em poças.

Peço-te que sejas inesgotável
Porque não sei onde mais te ir comprar
Se à loja das loucuras e demências
Se ao simples brilho de um olhar.

Vou usar-te cuidadosamente
Ó força que me restas p’ra viver
E vou crer piamente
Que te vais duplicar sem eu saber.

Cria em mim a ilusão
De que sou capaz do impossível
Caso contrário o meu coração
Vai ceder e tornar-me desprezível.

Ao fechar o frasco devagar
Estremeço, gemo que até meto dó
Porque não há pior medo
Que o saber que agora já estou só.

QUAL GUERRA

Parti p’ra guerra desarmada
Sem coragem, medo,
Desamparada!
Roubei as armas do passado
Das batalhas de ninguém
E enfrentei o desagrado
Da acidez que a vida tem.

Lutei por nada sem sentido
E por tudo sem saber
Gritei e sofri pelo perigo
Da vitória que não queria ter.

Esgotaram-se as forças e os ideais
De uma guerra de heróis baratos
E quando os mártires já não o são mais
Apela-se até ao mais comum dos fracos.

Porquê ter que lutar p’ra ser herói
Se até a escuridão já nos corrói
Basta aprender a ver em cada dia
A luta que travamos com sabedoria.
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