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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

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terça-feira, 2 de julho de 2019

De fino cristal


Jogamos com secreta ambição
A vitória está nos nossos planos
Somos resistentes à ilusão
E evitamos causar grandes danos

Jogamos pelas regras estabelecidas
Nunca fomos de fazer batota
As etapas ganhas ou perdidas
São lições, já que não conhecemos a derrota

Jogamos com a maior cautela
Porque este amor é de fino cristal
Até hoje não sofremos a mazela
De negligenciar um sentimento tão especial

quarta-feira, 19 de junho de 2019

Desmoronar


Deixaste no ar o teu perfume
Mas não levaste o ciúme
Que fez desmoronar esta habitação
As paredes ainda permanecem de pé
Eu acredito e não perco a fé
De conseguir uma reconstrução

Os vidros das janelas
Repletos de mazelas
Não deixam ver o exterior
A claridade não se sente convidada
A tua destruição aclamada
Repele qualquer brisa ou calor

As portas já não servem de escudo
O próprio som ficou mudo
Esmagaste a tua pouca dignidade
Que a estrada por onde vais
Não aconchegue teus ais
Nunca vais sair da mediocridade

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Dissabor


Vi-te sair de tua casa
E como um ferro em brasa
Senti queimar meu coração

Ias montado a cavalo
Eu quase que te falo
Tive que conter a emoção

Fui-te perdendo de vista
E como um chantagista
Segui-te uns passos atrás

Quando desceste do cavalo
Veio um moço, talvez vassalo
Segurou o animal como um capataz

Entraste na casa dela
Que nada tem de donzela
E espezinhaste o meu amor

Já não fiquei à tua espera
Destruíste a minha quimera
Desejo-te o mesmo dissabor

terça-feira, 11 de junho de 2019

Jardim de Gratidão


Criei com muito carinho
Um jardim de gratidão
Cresce cada dia um pouquinho
Lá esvazio o meu coração

Tenho flores muito variadas
Simples, mas com significado
São sempre todas regadas
Com abundância de um obrigado

Tenho sempre que agradecer
Por muito pouco que seja
O que não for para acontecer
Não fará falta na minha bandeja

sexta-feira, 7 de junho de 2019

A Solidão é uma Pobreza


A solidão é uma pobreza
E a sua tamanha grandeza
Ultrapassa um nível vergonhoso
Apesar de fácil resolução
Há quem não ajude o seu irmão
Porque já nem sabe ser afectuoso

Os pobres do abandono
Pobres sem rei nem trono
Vivem de escassa esmola
Pobreza de vida cruel
Onde a companhia sabe a fel
Solidão do vazio na gaiola

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Vontade de ter Coragem


Perdi a postura, mas foi sem intenção
Busco agora a cura para esta indiscrição
Tenho o maior cuidado com palavras insanas
Oiço ao longe o pecado a uivar entre as canas

Rasguei a carta que escrevi porque não fazia sentido
Se a tivesse entregue a ti não verias meu coração partido
Vou organizar o pensamento e escrever com precaução
Apesar deste mau momento sempre me dirigi com educação

A minha simples vontade de compreender a coragem
Faz-me não deixar pela metade nenhum plano de viagem
Chegando ao meu destino, cansada, mas feliz
O meu ego ainda que pequenino foi o melhor aprendiz

sábado, 4 de maio de 2019

Louco bem vestido



Quem nunca ficou louco
Nem sequer um pouco
Não sabe o que é viver
Quem não conhece a insanidade
Nem nunca gritou de livre vontade
Não imagina como é bom enlouquecer

A vida sem dose de loucura
Não tem tanta doçura
Tem falta de especiarias
Um louco bem vestido
É um lunático convertido
Que disfarça as suas manias.

terça-feira, 23 de abril de 2019

Peço Socorro



A maldade está entranhada
Não enxergo mais nada
Perdi-me no nevoeiro
Peço por socorro
Aos poucos acho que morro
Já não sinto o corpo inteiro

As lágrimas sabem a fel
O meu coração foi-me infiel
Vou perder por opção
Os pés desconhecem o trajecto
Encolhem-se como um feto
Nem adeus digo com a mão.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Fazer do meu Jeito


Vou fazer do meu jeito
E dentro do peito
Só irei levar amor
Será à minha maneira
Passarei à primeira
Com distinção e louvor

Vou fazer do meu jeito
E não aceito
Quem me discordar
Será à minha maneira
Estará junto à cabeceira
O livro do saber sonhar

sábado, 13 de abril de 2019

BENEDITA


                                 Beleza e ternura
                                 Encantas o nosso mundo
                                 Nunca é demais a tua doçura
                                 Estamos juntos em cada segundo
                                 Dás-nos a aclamada felicidade
                                 Iremos contigo a todo o lugar
                                Tens o direito à liberdade
                                Amor, és a força que nos faz acreditar.

terça-feira, 9 de abril de 2019

Não me levanto


No pensamento mais duro
Eu sempre procuro
Uma fuga para a solidão
Na amargura do vazio
Eu tremo mesmo sem frio
E choro em convulsão

Já não conheço a estrada
Perdi o fio à meada
Sigo a favor da ventania
Se cair não me levanto
Tamanho é o meu pranto
Não me contento com a mediania.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Cada um por si



Salta, salta, pula, pula
O mundo não espera por ti
Tem tento nessa gula
Porque é cada um por si

Nem que vás aos tropeções
Caminha sempre em frente
Quem usa muito os travões
Nem sabe que o carro é potente

Quem espera desespera
Mas não te queiras adiantar
Quem já viu os olhos da fera
Prefere algumas vezes se atrasar.

quarta-feira, 13 de março de 2019

Desaparecer no asfalto


Deixaste-me cair desamparada
Era suposto encontrar os teus braços
Revolta-me saber que nunca fui amada
Nem estavam atados nossos laços
Deixaste-me desaparecer no asfalto
Lágrimas tuas, não conheço
É como quando corre mal um assalto
E no fim ninguém quer pagar o preço.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Sou uma Suculenta


Sou como uma suculenta
Madura por dentro, verde por fora
A tudo tento estar atenta
E quase nada deito fora

Dia a dia vou crescendo
Não é preciso muita água
Todos os dias vou aprendendo
Os malefícios de guardar mágoa.

quinta-feira, 7 de março de 2019

Frágil como as Pitangas


O tempo é como água
Foge-nos por entre os dedos
Se hoje guardas mágoa
Amanhã vives dos medos

Ontem é sempre importante
Porque hoje já sabes mais
Amanhã sairás triunfante
Se souberes por que caminho vais

O passado é como uma estante
Repleta de livros e bugigangas
À vista torna-se desgastante
Mas é frágil como as pitangas.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

A alguém aldraba



Quem ouve e em tudo acredita
Sem questionar a razão
É como comprar uma marmita
Quando nem sequer se tem pão

Quem a si mesmo se gaba
Vezes e vezes sem conta
De certeza que a alguém aldraba
Com tamanha afronta

Quem exige sem pedir
E recebe sem agradecer
Na vida nunca vai progredir
Sem partilha é difícil crescer.
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