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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

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quarta-feira, 24 de julho de 2019

Falta-me Vivacidade


Perdi-me nos passos apressados
Sem direcção, meio atolambados
Um caminho sem nexo algum
Tento parecer serena e em controle
Não encontro a minha prole
Sinto que não pertenço a lugar nenhum

O dia tanto está frio como está ameno
Não o percebo, mas não condeno
Desconfio que sofra de bipolaridade
Mudo o ritmo da minha caminhada
Quem sabe assim me sinto realizada
E desisto dessa tal banalidade

Eis-me chegada à aclamada meta
A minha insanidade quase despoleta
Carece de uma suposta finalidade
Então é isto chegar ao destino
E tristemente perder o tino
Porque sinto falta de vivacidade

segunda-feira, 3 de junho de 2019

Vontade de ter Coragem


Perdi a postura, mas foi sem intenção
Busco agora a cura para esta indiscrição
Tenho o maior cuidado com palavras insanas
Oiço ao longe o pecado a uivar entre as canas

Rasguei a carta que escrevi porque não fazia sentido
Se a tivesse entregue a ti não verias meu coração partido
Vou organizar o pensamento e escrever com precaução
Apesar deste mau momento sempre me dirigi com educação

A minha simples vontade de compreender a coragem
Faz-me não deixar pela metade nenhum plano de viagem
Chegando ao meu destino, cansada, mas feliz
O meu ego ainda que pequenino foi o melhor aprendiz

sábado, 4 de maio de 2019

Louco bem vestido



Quem nunca ficou louco
Nem sequer um pouco
Não sabe o que é viver
Quem não conhece a insanidade
Nem nunca gritou de livre vontade
Não imagina como é bom enlouquecer

A vida sem dose de loucura
Não tem tanta doçura
Tem falta de especiarias
Um louco bem vestido
É um lunático convertido
Que disfarça as suas manias.

quarta-feira, 19 de outubro de 2016

Não sabemos nada



(imagem retirada da internet)



Sabemos tão pouco
Da vida de um louco
Até sermos nós a endoidecer
Não percebemos o sentido
Das acções de um doido varrido
Até sermos nós a deixar-nos perder

Não sabemos nada
Dos que perdem o fio à meada
E se deixam vaguear sem rumo
Não temos a simples noção
Do quão difícil é perder a razão
E sumir como o vento leva o fumo.
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