Uma
corda a amarrar os livros
Uma
boina a segurar os cabelos
Aprende
a desviar-se dos perigos
As
calças a bailar nos tornozelos
Menino
de cara sardenta
E um sorriso
travesso
No
bolso vê-se a sebenta
Mas a
casaca vai do avesso
O
mundo diz que vai ser seu
Ser
catraio não dura os eternos
Por
agora deixa-se ser plebeu
E vai
rabiscando os cadernos
Na
escola com o seu regimento
As
brincadeiras são do mais audaz
Na
sala de aula o ensinamento
Vai
incutindo o homem ao rapaz

