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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

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terça-feira, 2 de julho de 2019

De fino cristal


Jogamos com secreta ambição
A vitória está nos nossos planos
Somos resistentes à ilusão
E evitamos causar grandes danos

Jogamos pelas regras estabelecidas
Nunca fomos de fazer batota
As etapas ganhas ou perdidas
São lições, já que não conhecemos a derrota

Jogamos com a maior cautela
Porque este amor é de fino cristal
Até hoje não sofremos a mazela
De negligenciar um sentimento tão especial

domingo, 7 de abril de 2019

Não dura o Azar



Sinto que não vou mais além
Que me deixo ficar aquém
Das minhas capacidades
Verdadeiramente falando
Sei que vou sempre adiando
Tentando evitar as verdades

Amanhã pode ser o dia
Em que eu vou desertar
Já o povo assim dizia
Nem sempre dura o azar.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Sou uma Suculenta


Sou como uma suculenta
Madura por dentro, verde por fora
A tudo tento estar atenta
E quase nada deito fora

Dia a dia vou crescendo
Não é preciso muita água
Todos os dias vou aprendendo
Os malefícios de guardar mágoa.

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2019

Um mundo melhor



Anseio por um mundo mais tolerante
Mais unido, menos distante
Mas sei que é sonhar alto
Espero o melhor da humanidade
Que caia em desuso a animosidade
Um mundo que não viva em sobressalto

Anseio pela bondade sem contrapartida
Um bem-me-quer como a margarida
Que o mundo consiga ser irmão
Espero que se torne crucial
E acima de tudo especial
Sorrir sempre com o coração.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Mudar a fechadura


Perdi a chave do portão
E pelo sim pelo não
Vou mudar a fechadura
Gosto de ser prevenida
E não testar a vida
A dar-me alguma amargura

Não sou de deixar andar
De simplesmente confiar
Espero sempre o pior
Depois de casa roubada
A tranca não serve p’ra nada
A seguir nada fica melhor.

sábado, 22 de dezembro de 2018

Guerra de Hipocrisias

Fonte: Google Images

Muros caídos
Sonhos destruídos
Guerra de hipocrisias
Desapego emocional
Um futuro disfuncional
Repleto de heresias

Valores desprezados
Por burros doutorados
Uma legião de indigentes
Um mundo sem estandarte
Que vai morrer de enfarte
Sem deixar sobresselentes.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Rasgaram-se as Folhas

Fonte: Google Images

Acabaram-se as tréguas
De nada valeram as léguas
Que, sozinha, caminhei

A sanidade regular
Que nos fazia continuar
Sem intenção a ignorei

Rasgaram-se as folhas
Já não temos escolhas
O livro está ilegível

Nem juntando os pedaços
Se preenchem os espaços
O fim era imprevisível.

sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

De Madrugada

Fonte: Google Images

Cinco da madrugada
Da janela olho a estrada
O silêncio está ao serviço
O vento apareceu em reboliço
Não se vê vivalma
Há algo que me acalma
E traz alguma tranquilidade
Sinto um descanso na alma
E um rasgo de felicidade

É gostoso assim amanhecer
Com a solidão de braço dado
E deixar-se ficar acordado
Para ver o dia nascer.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Casa vazia

Fonte: Google Images

Deixaste-me o silêncio
Numa casa vazia
Provaste ser um jumêncio
Com demasiada primazia

Nem o sol quer entrar
Nas poucas janelas da casa
Sozinha não consigo iluminar
E a escuridão só me desfasa

Vou fazer uma remodelação
Este lar precisa de um futuro
Sem ti aprendi uma lição
Sem carga salta-se melhor o muro.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

Tristeza enclausurada

Fonte: Google Images

A casa é toda vistosa
Toda maria vaidosa
Joga-se a futilidade

Os carros na entrada
Cada bomba de granada
Mas não encontro a felicidade

As paredes impermeáveis
De construções inigualáveis
Nunca deixam transparecer

A tristeza enclausurada
Na mansão angustiada
Só na riqueza sabe viver.

sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Brincadeiras de antigamente

Fonte: Google Images

Calças arregaçadas
Equipas marcadas
O jogo vai começar
A bola é de farrapos
Há que poupar nos trapos
Não são tempos de gastar

Os catraios sabiam brincar
Porque sabiam valorizar
O pouco que lhes era dado
O estômago que sempre roncava
A comida não abundava
Sabia a pouco o pão retardado

O tempo de brincadeira
Não durava a tarde inteira
Outros afazeres se levantavam
As árvores carregadas de fruta madura
Obrigavam a uma aventura
E eram poucos os que não as roubavam.
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