Numa tarde
de calmaria
Com
uma brisa aconchegante
Encontrei
a paciência junto à ria
Pensativa
sem nenhum acompanhante
Cheguei-me
à sua beira
E
cumprimentei-a com educação
Queria
encontrar maneira
De perguntar
se conhece a solidão
Meio encabulada,
lá consegui perguntar
E ela
sorridente me respondeu
A solidão
é o único lugar
Onde se
encontra o que se perdeu
Gabei-lhe
a sensatez e a maturidade
Ter paciência
não é para qualquer um
Disse-me
que muitas vezes a felicidade
Nasce de
quando se evita o zunzum
Despedi-me
e agradeci a sabedoria
Espero
encontra-la regularmente
A paciência
sabe que a alegria
Não é um
dom para toda a gente

