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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

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terça-feira, 9 de abril de 2019

Não me levanto


No pensamento mais duro
Eu sempre procuro
Uma fuga para a solidão
Na amargura do vazio
Eu tremo mesmo sem frio
E choro em convulsão

Já não conheço a estrada
Perdi o fio à meada
Sigo a favor da ventania
Se cair não me levanto
Tamanho é o meu pranto
Não me contento com a mediania.

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Casa vazia

Fonte: Google Images

Deixaste-me o silêncio
Numa casa vazia
Provaste ser um jumêncio
Com demasiada primazia

Nem o sol quer entrar
Nas poucas janelas da casa
Sozinha não consigo iluminar
E a escuridão só me desfasa

Vou fazer uma remodelação
Este lar precisa de um futuro
Sem ti aprendi uma lição
Sem carga salta-se melhor o muro.

terça-feira, 24 de julho de 2018

Sinto-me sem rumo

Fonte: Google Images

Sinto-me pior que poeira do chão
Desvairada em dia de ventania
Perco tantas vezes a razão
Nunca disse realmente o que queria

Sinto-me pior que água da sarjeta
Tristemente tornei-me obsoleta
O vazio agora sou eu
Perdi ao jogo com a mediocridade
Já não encontro a felicidade
Levaram tudo o que era meu

Sinto-me pior que as grades do jardim
Enferrujadas com o passar do inverno
Juro que nunca quis isto p’ra mim
Será este sofrimento eterno?

terça-feira, 3 de abril de 2018

Quem não tem Alma

Fonte: Google Images

Quem não se olha ao espelho
Ou olha para o do vizinho
Depressa se faz velho
Por andar em mau caminho

Quem julga logo à primeira
Sem ponderar estar errado
É pior que uma semana inteira
Sem direito a nenhum feriado

Quem não olha nos olhos
Com medo de se desvendar
É como uma saia aos folhos
Com a bainha a querer se desmanchar

Quem não ajuda na aflição
Nem se comove com a desgraça
Quando for chamado à razão
Já não lhes querem nem a carcaça.

terça-feira, 16 de janeiro de 2018

Ninguém me viu

Fonte imagem: internet

O deserto que atravessei
Ninguém me viu passar
As lágrimas que derramei
Ninguém me viu chorar

Os muros que me cercam
Ninguém me viu construir
As garras que me dilaceram
Ninguém as vê a me ferir

A culpa que me pesa
Ninguém me vê a carregar
A penitência em cada reza
Ninguém me ouve a orar.

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

Não oiço mais nada

Imagem retirada da internet

Arrasto o meu corpo
Que se faz de morto
Até à beira da estrada
Já não sinto frio
Não sei se é vazio
Mas não oiço mais nada

Deixo-me ficar quieta
Esta dor que me espeta
Quer arrancar-me a vida
Pode ser que passe alguém
Que não me olhe com desdém
E perceba que não estou de partida.

domingo, 19 de novembro de 2017

A Velhice à varanda

Imagem: internet

Sentada numa cadeira de baloiço
A apanhar sol na varanda
Quando passo sempre a oiço
A divagar na mesma propaganda

Os dias já não os conta
Diz que é tempo perdido
A noite já não amedronta
Agora é esperar o merecido

Diz-me que o silêncio a visita
Apesar de não ser convidado
Então faz de mau da fita
E não responde ao perguntado

Assim passa os dias a velhice
Diz que já se habituou à solidão
O que lhe fizeram foi canalhice
Mal eles sabem que por lá passarão.

quinta-feira, 23 de março de 2017

Padeço de enorme vazio

Imagem: internet

Padeço de um enorme vazio
Da alma e do pensamento
Não tenho calor nem frio
Nem conheço o meu talento

Está vazia a meta
E o trajecto a seguir
Perdi de vista a seta
Não sei como reagir

O vazio é quem comanda
Roubou-me o significado
Não faço parte da banda
Do mundo fui isolado.

                                                            

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

VAZIO E SOLIDÃO

(imagem retirada da internet)

Às vezes o vazio é enorme
Tudo consome
Sem olhar a meios
O silêncio faz-lhe companhia
A alma fica mais fria
E a vida aceita perder os freios

A penumbra impera
Nos dias de solidão
A presa cedeu à fera
A luz perdeu para a escuridão

Os ossos sentem o frio
Que gelam sem piedade
Volta de novo o vazio
Insiste em levar-me a sanidade

Apelo à coragem
Por mais uma viagem
Sem forças não consigo seguir
A fé começa a esvair-se
A esperança a partir-se
O pesadelo volta a assumir

Sou um pedaço de pedra
Ao pó irei regressar
Vou sobrevivendo como a hedra
Trepando para tentar escapar.
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