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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Confesso-me a Ti Senhor

Imagem retirada da internet

Confesso-me a Ti Senhor
É muito pesada esta dor
Ajuda-me na recuperação
Confesso que sou culpada
Andei na estrada errada
Caminhando em contramão

Confesso que me deixo abalar
Que tenho vontade de chorar
Esqueço-me da Tua descendência
Confesso-me a Ti Senhor
Sei que conheces o meu clamor
Mesmo assim Te peço clemência

Confesso que nem sempre levo
E nem sempre carrego
A fé que me deste de presente
Confesso-Te meu senhor
Que provei o dissabor
Porque deixei-me ser descrente

Confesso-Te de joelhos no chão
Com o rosário na mão
Que quero mudar de sentido
Confesso-Te em desespero
Não há mais nada que quero
Que o Teu amor seja merecido.

                                                                           

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sou uma Marioneta

Imagem: Internet

Sou um pedaço de papel
Que o vento leva ao desvario
Parece que tudo me sabe a fel
E sinto constantemente frio

Sou uma gota de chuva
Suspensa no ramo da oliveira
Quem dera ser casta uva
Nascida da mais linda videira

Sou uma marioneta sem fios
Geringonça sem finalidade
Perco-me em maus desvios
Não consigo regressar à realidade

Sou um corpo que se arrasta
Sem função definida
Será minha vida madrasta
E já estarei perdida?

                                                                 

quinta-feira, 20 de abril de 2017

Outono da Vida

Imagem: internet

O rosto já cansado pela vida
As mãos calejadas do trabalho
A idade que já vai comprida
O cabelo já tingido de grisalho

O tempo que não rebobina
Porque o passado já expirou
A falta que faz a adrenalina
Que sem avisar abalou

As pernas que não obedecem
A quem sempre as ordenou
É velhice do que padecem
Não tem para andar quem já andou

Ninguém fica para semente
Os anos têm data de validade
Agora já nada é urgente
Não é nossa a eternidade.

                                                                  

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