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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

domingo, 30 de junho de 2019

À espera do autocarro


Na correria dos dias arrastados
Vejo cada vez mais pesados
Os olhos daqueles com quem me cruzo
Nos bancos do, quase vazio, jardim
Não oiço nem vejo nenhum frenesim
Apenas solitários de rosto confuso

À espera do, já apinhado, autocarro
Lembram-me figuras de barro
Aqueles que mal se conseguem mexer
Os olhares tristes e indecifráveis
Projectam os sonhos vulneráveis
Que cobardemente deixaram morrer

sexta-feira, 28 de junho de 2019

Ninguém lutou


Os teus abraços não me sustentam
Tenho estilhaços que me atormentam
A tua chegada ao final de cada dia
Não me traz a tão aclamada, de nome alegria

Deitado a meu lado olhas o vazio
O silêncio é pesado, escuro e frio
O dia amanhece sem nenhuma meta
O amor adormece sem ambição concreta

Saímos de casa o caminho é diferente
O grito extravasa bem dentro da gente
Não sentimos saudade nem falta nenhuma
É a triste verdade a solidão acostuma

Chegou o momento de ser verdadeiro
Não deixar o tormento ser sempre o primeiro
Há dias assim em que o amor acabou
Inevitável o fim já que ninguém lutou

quarta-feira, 26 de junho de 2019

Senhor, não me deixes desabar


Senhor, consegues me ouvir?
Hoje decidi fugir
E não tenho meta traçada
Senhor, dá-me a Tua mão
Será meu mapa, meu guião
Contigo sei que sigo na estrada

Senhor, acarreto muita bagagem
Nunca fiz tamanha viagem
Sou ignorante, mas tenho fé
Senhor, os caminhos são desconhecidos
Sigo com Teus olhos e Teus ouvidos
Por Ti deixo-me levar como a maré

Senhor, deixa-me andar amparada
Minha mão na Tua enlaçada
Assim sei que chegarei ao fim
Senhor, não me deixes desabar
A minha fé auxilia-me no caminhar
Ensina-me como a um Querubim

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