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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

terça-feira, 30 de julho de 2019

A minha Infância


O dia despontou ensolarado
Eu tinha que resolver um recado
Aproveitei e saí ainda bem cedo
A caminhada, assim com raios de sol
Torna-se mais calma, tipo caracol
Há que apreciar o lindo arvoredo

Ia a meio do meu destino
Quando um barulho repentino
Me faz parar um pouco assustada
Sinto um cheiro bom, não conheço
Mas que me faz sentir apreço
E oiço uma voz meiga e delicada

Olho em redor sem sucesso
Nada vejo, será que regresso?
Tenho receio de estar a delirar
Então a voz fala novamente
Pede desculpa pelo inconveniente
Mas tinha urgência em me falar

Perguntei quem era, o que queria
Tenho pressa, é uma correria
Preciso de cumprir com minhas obrigações
A sua voz, pareceu-me conhecida
Disse-me que já fez parte da minha vida
Numa altura em que não tinha medo dos arranhões

Continuei sem perceber com quem falava
Porque cheirava bem o perfume que exalava
E a voz insistia na sua importância
Disse sentir saudades do nosso passado
Desejou que concluísse com sucesso o meu recado
Que nunca me esqueceu, a minha infância

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Falta-me Vivacidade


Perdi-me nos passos apressados
Sem direcção, meio atolambados
Um caminho sem nexo algum
Tento parecer serena e em controle
Não encontro a minha prole
Sinto que não pertenço a lugar nenhum

O dia tanto está frio como está ameno
Não o percebo, mas não condeno
Desconfio que sofra de bipolaridade
Mudo o ritmo da minha caminhada
Quem sabe assim me sinto realizada
E desisto dessa tal banalidade

Eis-me chegada à aclamada meta
A minha insanidade quase despoleta
Carece de uma suposta finalidade
Então é isto chegar ao destino
E tristemente perder o tino
Porque sinto falta de vivacidade

sexta-feira, 19 de julho de 2019

O relógio na cozinha


Olho o relógio na parede da cozinha
Sinto que me diz algo em surdina
Apesar de saber que estou sozinha
Há uma presença que me causa adrenalina

Oiço o barulho dos ponteiros
Tudo o resto foi silenciado
Tornaram-se peritos alcoviteiros
Sempre com pressa em passar o recado

O relógio insiste na sua rapidez
E ocupa o meu tempo precioso
Peço-lhe só um pouco de sensatez
Preciso quebrar este ciclo vicioso

Por momentos o som é quase inaudível
Percebo que é agora o meu momento
Invento depressa uma mentira credível
E abandono o local sem consentimento

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