A AUTORA

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domingo, 19 de maio de 2019

Bom Espumante



Pequenos fragmentos
Que deixaste pela casa
Nem os, poucos, bons momentos
Escaparam ao ferro em brasa

Flaches da tua existência
Ainda teimam em aparecer
O cheiro da tua essência
Custou a desaparecer

A cadeira nas traseiras
Onde fumavas o cigarro
Troquei-a por duas esteiras
E um vaso, já velho, de barro

O limoeiro que plantaste
Nem com tareia deu fruto
O diamante que tanto gabaste
Nunca foi, nem sequer bruto

A casa está serena sem ti
Sente-se algo apaziguante
Se alguma coisa aprendi
Foi a conhecer um bom espumante

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