O mundo não olha
para o lado
Nem se sente
envergonhado
Por agir tão desapegadamente
O mundo não estende
a mão
Àquele que precisa
sair do chão
E dorme toda a
noite calmamente
O mundo já não
conhece a boa vontade
Desistiu da aula
sobre a humanidade
E passa os dias a
cultivar o egocentrismo
O mundo não se
lembra de caminhar em terra batida
Vive de ostentar a
futilidade deprimida
Pensa que vale
muito o exibicionismo
O mundo aceitou
vender a alma ao desbarato
Do outro nunca quis
calçar o sapato
E agora recebe o
pagamento em prestações
Quando perceber que
fez a maior borrada
Dificilmente vai
encontrar o fio à meada
O mundo será um
mundo em constantes mutações
