AVISO

É expressamente proibida a cópia ou reprodução em parte ou na totalidade do conteúdo deste blog, sem prévia autorização, estando reservados os direitos de Autor.

Mostrar mensagens com a etiqueta piada. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta piada. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, 8 de junho de 2021

Avelino Parolo

 


O Avelino já vai a medir a rua

E a falar alto como um tolo

Quando bebe às vezes amua

Mas hoje age como um parolo

 

Os tropeções são aos montes

Mas nada para o Avelino

Quem bebe em muitas fontes

Acaba sempre por perder o tino

 

No caminho cumprimenta a quem o olha

A educação fica apurada com a bebedeira

Quem o conhece perdoa-lhe mais uma molha

O pobre Avelino adora o fruto da videira

 

Dizem que nunca casou porque era muito vadio

Coitada da mulher que o aturasse neste estado

Assim o Avelino amigou-se ao tinto escorregadio

E não podia, diz ele, ter melhor casado


sexta-feira, 31 de julho de 2020

Fim da Linha

Cheguei ao fim da linha

Nem sei se esta era a minha

Apenas segui sem questionar

E agora não dá mais para avançar

Estou especada, feita poste de electricidade

Dedico-me a pensador ou escolho outra actividade?

Até agora não chegou mais ninguém

Serei só eu quem já nada tem?

Pensei que chegada ao dito final

Seria mais importante, especial

Estou a ver que andei muito enganada

A pensar que chegaria a ser coroada

Afinal sou uma pobre sem linha para seguir

Presa ao chão, mas sem nada a impedir

Tristeza de percurso a que me sujeitei

Não soube valorizar, só reclamei

Agora aguenta o troco em miúdos

Porque as notas, ganham-nas os graúdos


quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Percalço no caminho


Foi no caminho de regresso a casa
Já abastecida da mercearia
Que se partiu do saco uma asa
E se esparramou a compra da frutaria

Praguejei raios e coriscos
Alguma bruxa me viu passar
Começaram a cair chuviscos
Eu bem digo que me estão a invejar

A fruta, assim ali espalhada
Apanhei-a depressa e de qualquer maneira
Era só o que faltava ficar molhada
E se estragar com esta brincadeira

O saco teve de vir ao braçado
Que remédio, são de má qualidade
Quando pela loja nos era dado
Não se estragava com facilidade

Cheguei a casa sem mais nenhum percalço
Benditas as pragas que roguei ao olho gordo
Na próxima eu que o apanhe descalço
Que ele até vai cair que nem um tordo

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...