Como um
fósforo que arde depressa
Assim se
resume o meu dia
Por muito
que esteja cheia a travessa
A minha
alma continua sempre vazia
A tinta
da caneta está a chegar ao fim
E ainda
não escrevi tudo sobre mim
As folhas
do caderno parecem intermináveis
E as
ideias decidiram tornar-se dispensáveis
A música
que está a tocar na rádio
Lembra-me
palavras de um sábio
Deixo a
melodia ganhar terreno
E o
meu cubículo tornou-se mais sereno
A lua
está de quarto minguante
Parece
que de tudo me afasto
Um dia
chegarei a autor de estante
E o
meu livro, de tanto ser lido, ficará gasto
