A terra estremeceu
e virou pó
A presa desmantelou
a armadilha
Decidiu,
ponderadamente, deixar de viver só
A chuva ficou-se
pelas gotículas
Nada mais havia que
lavar
O vento foi
deixando as suas partículas
Mentalizou-se que
nada tinha para soprar
O sol deixou as
nuvens cobri-lo
Para quê brilhar se
não há vida?
O seu desânimo,
pôde a lua senti-lo
De noite no céu,
chorou perdida
O dia nasceu sem
tarefas a cumprir
A inércia estava a
consumir a esperança
Ao anoitecer alguém
fez uma lista a seguir
Amanhã será o
começo da perseverança
