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quarta-feira, 26 de setembro de 2018

A Cadelinha Avelã


A cadelinha de nome Avelã
É radiante como o sol da manhã
A brincadeira é o seu ofício
E o seu melhor exercício

Orelhas sempre em alerta
Tudo é uma descoberta
A sua alegria é contagiante
A sua ternura viciante

De cor preta reluzente
Esbelta e um pouco carente
Adora saltar sem limite
É pura alegria o que transmite

Amor canino parece exagerado
Ama sem precisar ser amado
O canídeo é família de verdade
Porque nos ensina a humildade.

sexta-feira, 21 de setembro de 2018

A minha Morte

Fonte: Google Images

Sonhei com a minha morte
Com o meu triste funeral
Qual terá sido a minha sorte
Terei sofrido no final?

A comitiva era diminuta
Não conheci ninguém
Que procissão mais devoluta
A despedida ficou muito aquém

Ao passar os grandes portões
O silêncio tomou lugar
Aqui acabam-se as questões
Nada mais há a perguntar.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Eram seis da manhã

Fonte: Google Images

Seis da manhã no despertador
O dia já tinha alguma cor
E o sol estava quase a chegar
Olhei para o lado
Esperava ver-te acordado
Mas decidiste madrugar

Pensei encontrar-te na cozinha
Mas acabei sozinha
A colocar a chaleira no lume
Onde terias ido tão cedo
Guardarias algum segredo
Não é teu costume

A manhã foi terrivelmente vagarosa
Acabou por ser chuvosa
E tu sem dares sinal
Já tinha acabado o almoço
Quando num alvoroço
Entravas pelo quintal

A desculpa foi esfarrapada
Não se aproveitou nada
Foi tempo mais que perdido
Quando finalmente anoiteceu
O nosso amor esmoreceu
E acabaste despedido.

sexta-feira, 14 de setembro de 2018

As Pétalas

Fonte: Google Images

Ainda guardo no armário
Já secas e sem cores
Dentro dum velho calendário
As pétalas das tuas flores

Lembro-me desse dia
Vou sempre me lembrar
Que a paixão sabia
Como nos fazer corar

O casaco que usei
Estava um dia friorento
Não mais o lavei
Serve apenas de ornamento

Ainda passo horas à janela
Na ânsia de te ver passar
E a flor da tua lapela
Me possas de novo entregar.

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

O nosso Amor é ignorante

Fonte: Google Images

O nosso amor é contrafeito
Não bate dentro do peito
Assume-se que seja bipolar
O nosso amor não tem estudos
Faz ouvidos mudos
Não há meio de aprender a amar

O nosso amor insiste em vadiar
Cause o mal que causar
Está um completo insignificante
O nosso amor vive da ilusão
Sem causa nem profissão
Tornou-se num pobre ignorante

Vamos enviar uma intimação
Registada com aviso de recepção
É hora de assumir responsabilidades
O nosso amor tem que crescer
Mesmo que tenha que sofrer
Para enfrentar as adversidades.

terça-feira, 21 de março de 2017

Dia Mundial da Poesia (21 de Março)

Imagem: internet


Ser poeta é ser actor
sem filme onde representar
ser poeta é sofrer de amor
quando nem sequer se sabe amar

Ser poeta é ser mentiroso
porque nas mentiras pode haver verdade
ser poeta é compartilhar a vida
e mesmo assim morrer de saudade

Ser poeta é não saber falar
porque a escrever o mundo é maior
ser poeta é alimentar os dias a pensar
porque assim as palavras saem melhor

Ser poeta é estar doente
sem dor nem mal se sentir
ser poeta é ser confidente
dos fantasmas que nos insistem em perseguir

Ser poeta é lutar desarmado
numa guerra que nos invade a cabeça
ser poeta é viver isolado
sem a ilusão de que alguém apareça.


                                                                                                  

terça-feira, 12 de julho de 2016

Ser Poeta (repost de setembro de 2010)

(imagem retirada da internet)



Ser poeta é ser actor
sem filme onde representar
ser poeta é sofrer de amor
quando nem sequer se sabe amar

Ser poeta é ser mentiroso
porque nas mentiras pode haver verdade
ser poeta é compartilhar a vida
e mesmo assim morrer de saudade

Ser poeta é não saber falar
porque a escrever o mundo é maior
ser poeta é alimentar os dias a pensar
porque assim as palavras saem melhor

Ser poeta é estar doente
sem dor nem mal se sentir
ser poeta é ser confidente
dos fantasmas que nos insistem em perseguir

Ser poeta é lutar desarmado
numa guerra que nos invade a cabeça
ser poeta é viver isolado
sem a ilusão de que alguém apareça.
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