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quarta-feira, 23 de junho de 2021

O que queremos ver

 


Encontrei pedaços de papel rasgado

Não percebi a caligrafia, estava rasurado

Pensei juntar todos os pedacinhos

Mas não se tapavam todos os buraquinhos

Seriam palavras de um amor de novela,

Ou frases tristes da partida num barco á vela?

Apesar da curiosidade em estado de alerta

Joguei tudo no lixo, decisão esperta

Induzi a minha mente a esquecer o papel

E desenhei uma bonita paisagem a pincel

Só vemos o que realmente queremos ver

E só percebemos o que queremos entender

O bom da vida é o privilégio da decisão

Aliar uma mente sã a um puro coração


sábado, 7 de janeiro de 2017

Não saem as palavras

Imagem: Internet

De caneta firme na mão
E folhas de papel em branco
Escrevo agora sem noção
Como o caminhar de um manco

Com o pensamento em bloqueio
E as palavras que saem turvadas
Sinto-me como o amigo do alheio
Que vive de coisas roubadas

A escrita não sai como combinado
Nem as letras querem colaborar
Tenho que dar o dia por terminado
Talvez amanhã já consiga palavrear.

                                                                           

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Faltam-me as palavras


(imagem retirada da internet)

Faltam-me as palavras
Não sei o que dizer
Penso em ti cá dentro
Sinto-me a perder

Chamo-te no silêncio
Tua ausência é uma tortura
Ouvir tua voz é meu abrigo
Teu beijo uma loucura

Tens nos olhos o poder
De minha vida enfeitiçar
Quero da tua boca beber
Para um só coração ficar

Concede-me meu único desejo
Nem que seja pelo que já nos uniu
Oferece-me tua alma num só beijo
E a quem perguntar diz que fugiu.

Autoria: Isabel Maria T. Mendes

quarta-feira, 6 de março de 2013

MENDIGA DE PALAVRAS




Sou mendiga de palavras,
De frases, de pensamentos
Vivo para cada texto
Nos bons e nos maus momentos

Todos os dias sou pedinte
Da fala e da cantiga
Alimento-me letra a letra
Porque das palavras sou mendiga

Respiro cada sílaba,
Cada vogal, cada consoante
Porque este ar que consumo
Guardo-o no cimo da estante

Não peço ao virar da esquina
Como um mendigo qualquer
Peço apenas a cada livro
Que me ensine o que quiser

Em pleno estado de sanidade
Assumo o estatuto de mendiga
Hoje, amanhã e no futuro
Há-de ser sempre o meu modo de vida.

Autoria: Isabel Maria T.Mendes (ISAMAR)

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Não soltes as palavras sem querer
muito menos sem as querer dizer
não soltes as palavras por soltar
porque depois de soltas, nada as faz parar

Não brinques com as palavras sem razão
nem as julgues só pelo tamanho
as pequenas podem ser um palavrão
mas com as compridas tens o dia ganho

Junta as palavras com jeitinho
nunca as troques de lugar
trata as palavras com carinho
dá-lhes o direito de brilhar
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