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sexta-feira, 28 de março de 2025

O Egoísmo

 


O egoísmo saiu à rua

Nem esperou a chegada da lua

Sem vergonha andou a pavonear-se

Levou o desapego na algibeira

A maldade juntou-se-lhe na passadeira

E foi com ela aos cochichos a gabar-se

 

O egoísmo agora criou um clube

Já arranjou um pateta que o adube

E anda na angariação de seguidores

Infelizmente o mundo caiu no egocentrismo

Vive da arrogância, da soberba e do comodismo

Não vai ser difícil arranjar um bando de usurpadores

 

O egoísmo anda feliz da vida

Nada lhe causa ferida

Diz que vai conquistar o universo

Que o altruísmo cresça desmesuradamente

Espalhando generosidade a toda a gente

E que o amor seja de todos o melhor verso

 

2021.06.07

 


segunda-feira, 26 de fevereiro de 2024

Hipócritas ideais

 




A insensibilidade esbanja no mundo actual

Egoístas de fato e gravata a querer canal

Guiam-se pelos seus fracos e hipócritas ideais

O sofrimento alheio não lhes causa nenhum efeito

São pedaços de frieza de coração desfeito

A viver uma vida isenta de gestos cordiais

 

O povo rendeu-se ao egocentrismo

Proclama o seu amor pelo narcisismo

Obrigando a humanidade a desertar

Pobre mundo repleto de gentalha perdida

Ainda pensam que vão ter uma óptima saída

Insistem em não aprender como é bom partilhar

 

Inveja, ódio e fraqueza de bons princípios

O mundo caminha para os piores precipícios

Mas julga que o seu umbigo merece ser o rei

Povo de baixa escolaridade em amor ao irmão

Venha a nós o melhor e os restos ficam no chão

Gente sem escrúpulos que cultiva a sua podre lei


terça-feira, 13 de dezembro de 2022

Peças Soltas

 


Anseio a salvação do amor incondicional

O ser humano tornou o egoísmo banal

E vive agora vandalizando a humanidade

Anseio o renascimento da ajuda sem contrapartida

Que aos poucos a inveja se encontre perdida

Reconhecer os erros é a melhor habilidade

 

Renego os que desvalorizam a dor alheia

Iludem-se que só eles brilham como a lua cheia

E acreditam que caminham no tapete vermelho

Renego os que magoam deliberadamente

Mentes vis que crescem desmesuradamente

São peças soltas que não fazem falta ao aparelho


terça-feira, 4 de janeiro de 2022

Pesca de Brejeirada

 


Fui à pesca num rio perdido na vegetação

Ansiando um dia de pesca muito proveitoso

Sentada no banquinho de madeira e cana na mão

Esperei com a devida paciência o primeiro tostão

Mas nada mordia nem de bom nem de maldoso

 

Olhei o balde ainda vazio, também à espera

Senti o seu total estado de desapontamento

Estando o rio isolado, onde a natureza impera

Sem nada a comprometer a atmosfera

Pensei que pescasse, pelo menos, o agradecimento

 

A meio da manhã algo mordeu o isco abanando a cana

Era forte, tamanha a força que fiz para puxar

Quando saiu trazia um ar de zangada e sacana

Ainda tentou disfarçar, mas a mim não engana

Tramada da ingratidão foi a primeira a trincar

 

Quase de seguida mordeu a inveja, a mostrar os dentes

Execrável como é e, infelizmente, sempre será

Joguei-a no balde com a outra das suas parentes

Criaturas desprezíveis repletas de más sementes

Que mais de nefasto e intragável neste rio haverá?

 

Quando saiu o egoísmo armado em vedeta

Juntei as trouxas e preparei-me para a retirada

O conteúdo do balde despejei na mais porca valeta

Era melhor parar antes que mordesse o capeta

A pesca hoje em dia transborda de pura brejeirada 


terça-feira, 14 de dezembro de 2021

A maldade anda ao léu


Pedaços de amargura pairam no céu

O mundo deixou a maldade andar ao léu

A escuridão trouxe a fumaça do egocentrismo

O povo, coitado, ainda acha que tem protagonismo

A maldade pura, no seu grau mais desprezível

É vendida em cada esquina a preço acessível

A, já tão pouca, humanidade tenta sobreviver

Mas a dureza dos gestos consegue prevalecer

O homem, aluado, faz planos para seguir

Deus, bem lá no alto, desata-se a rir

Ninguém repara que o novo dia que nasceu

Em nada melhorou, o bem ainda não venceu

O povo caminha, cego da triste ganância

Ignorando o cultivo, vai vivendo sem substância

O futuro, diz que está ao virar da esquina

Paciente, à espera do fim da jogatina

Dos, poucos, sortudos que saírem vencedores

Espera-se a reconstrução dos verdadeiros valores


 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Vingança ponderada

 


Ela ponderou bem a equação, não agiu de cabeça quente

Quem lhe brinca com o coração, pode esquecer que ela é gente

Foi meticulosa no seu plano, seguiu à risca cada detalhe

O seu método raspou o insano, é melhor que ninguém atrapalhe

 

A vingança foi ponderada, ela sabia como retribuir o egoísmo

Não seria a única magoada, aprendeu com ele sobre cinismo

Quem convida para a dança, é bom que aprenda os passos

A fisga quando se lança, retorna nem que seja em pedaços

 

Jogar amor sem nenhum trunfo, nem estratégia de jogo

É despachar logo o triunfo, querer chama sem ter fogo

Foi tarde quando se arrependeu, ela não voltaria atrás

Não apreciou o néctar quando bebeu, recebe mal quem mal faz


sexta-feira, 6 de novembro de 2020

Inaceitável um mundo egoísta

 


Inacreditável como o mundo se encheu de egoísmo

Encaminham propositada e vergonhosamente para o abismo

Aqueles que ainda acreditam no bem sem contrapartida

Inaceitável como fingem desconhecer a necessidade

Riem do fracasso e dos infortúnios da humanidade

Seres em constante, e triste, evolução invertida

 

Vive-se uma escassez de amor despretensioso

Criando-se desmesuradamente um ciclo vicioso

A sede de egoísmo espalha-se sem vigilância

O mundo corre perdido sem mapa de auxílio

Levando consigo egoístas sem domicílio

Que gritam ideais nascidos da ignorância


quarta-feira, 25 de março de 2020

À procura da Fraternidade


Desapareceu há já alguns anos
Mas ninguém a deu como desaparecida
Para alguns não causou danos
Outros acham-se soberanos
E a fraternidade continua sumida

Procuro no meio da multidão
Só vejo manadas de egocentrismo
Não oiço qualquer palavra de educação
Nenhum abraço ao seu irmão
Fraternidade regressa e traz o civismo

Na era tecnológica e tão moderna
O nível de partilha devia ser elevado
A saudação devia existir e ser terna
A ajuda seria a luz da nossa lanterna
Mas o egoísmo tem o jogo viciado

Nesta procura incessante e cansativa
Tenho fé no resultado final
Escrevo uma forte e tocante narrativa
Na televisão será mais apelativa
E a fraternidade voltará a Portugal

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Perdemos a boa vontade

Fonte imagem: Internet

Perdeu-se a solidariedade
Mais a boa vontade
E ninguém se importou
Perdeu-se a compaixão
Mais o aperto de mão
E ninguém os procurou

Perdemos a céu aberto
Mesmo aqui tão perto
A arte de fazer o bem
Perdemos sem nos importarmos
Em recuperarmos
A fé dos que não têm ninguém.
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