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sexta-feira, 28 de março de 2025

O Egoísmo

 


O egoísmo saiu à rua

Nem esperou a chegada da lua

Sem vergonha andou a pavonear-se

Levou o desapego na algibeira

A maldade juntou-se-lhe na passadeira

E foi com ela aos cochichos a gabar-se

 

O egoísmo agora criou um clube

Já arranjou um pateta que o adube

E anda na angariação de seguidores

Infelizmente o mundo caiu no egocentrismo

Vive da arrogância, da soberba e do comodismo

Não vai ser difícil arranjar um bando de usurpadores

 

O egoísmo anda feliz da vida

Nada lhe causa ferida

Diz que vai conquistar o universo

Que o altruísmo cresça desmesuradamente

Espalhando generosidade a toda a gente

E que o amor seja de todos o melhor verso

 

2021.06.07

 


quarta-feira, 15 de novembro de 2023

Um pedregulho no caminho


Tropecei desajeitadamente durante o caminho

Em vez de pedras deram-me um pedregulho novinho

Estranhei tamanho entrave à minha deslocação

Quem teria tido tanto trabalho em me colocar um travão

Força de braços é algo que não abunda na minha pessoa

Preciso mover este pedregulho para não andar à toa

Se quem não tem cão, caça com gato

Analisei as possibilidades deste imbróglio caricato

Com alguma perspicácia e muito cuidado

Trepei no dito cujo e saí do outro lado

Afinal era mais tamanho que imponência

Era mais gasganete e uma falsa inteligência

A quem se deu ao esforço de me fazer abrandar

Para a próxima analise melhor a vítima a atacar

Quando temos o caminho bem estudado e definido


Todo o esforço que tivermos será sempre ressarcido

 

terça-feira, 14 de dezembro de 2021

A maldade anda ao léu


Pedaços de amargura pairam no céu

O mundo deixou a maldade andar ao léu

A escuridão trouxe a fumaça do egocentrismo

O povo, coitado, ainda acha que tem protagonismo

A maldade pura, no seu grau mais desprezível

É vendida em cada esquina a preço acessível

A, já tão pouca, humanidade tenta sobreviver

Mas a dureza dos gestos consegue prevalecer

O homem, aluado, faz planos para seguir

Deus, bem lá no alto, desata-se a rir

Ninguém repara que o novo dia que nasceu

Em nada melhorou, o bem ainda não venceu

O povo caminha, cego da triste ganância

Ignorando o cultivo, vai vivendo sem substância

O futuro, diz que está ao virar da esquina

Paciente, à espera do fim da jogatina

Dos, poucos, sortudos que saírem vencedores

Espera-se a reconstrução dos verdadeiros valores


 

quarta-feira, 30 de outubro de 2019

Como as velas de um moinho


Sinto a maldade nas entranhas
E já não considero estranhas
As más atitudes que cometo
Luto contra esta enfermidade
A cobardia é menor que a ruindade
Mas hei-de vencer, eu prometo

Do silêncio tentei ser aliada
Mas não me valeu de nada
Continuo no, mesmo, mau caminho
A maldade apoderou-se de mim
Não consigo, nem sei, pôr-lhe um fim
Sinto-me à roda, como as velas de um moinho

quarta-feira, 23 de outubro de 2019

Tropecei na Malvadez


Tropecei destrambelhadamente
Nas fracas palavras que me dizem
Será que ignoram o que a minha alma sente?
Ou serão devotos daquilo que maldizem?

A queda podia ter sido uma fatalidade
Com tamanha raiva proferida
Lamento esta triste e gratuita maldade
E tão abundante gente enxerida

Aguentei, pouco firme, mas com audácia
Recuso-me a ceder perante a ignorância
Fazer ouvidos moucos, tem eficácia
Retira ao perpetrador alguma da sua arrogância

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Ouvia-a falar

Imagem: internet

Foi a meio do caminho
Que a ouvi falar
Apesar de ser baixinho
Percebi que se estava a queixar

Pensei em parar para perceber
O porquê de tal lamento
Mas decidi não me envolver
Em histórias sem fundamento

Uns metros mais à frente
Alguém parecia me seguir
E como quem luta contra a corrente
Não me deixei distrair

Quando cheguei ao destino
Ela fingiu que estava perdida
A inveja é como um clandestino
Sempre a viver escondida.

terça-feira, 6 de junho de 2017

A Simpatia está em extinção

Imagem retirada da internet

Já não reconheço simpatia
Nos gestos de quem me rodeia
É toda uma antipatia
Querendo ter plateia

A simpatia não aparece
Está em vias de extinção
Não sei do que padece
Se está enferma ou não

Tenho imensa saudade
Da simpatia gratuita
Virou tudo celebridade
Com rasgos de troglodita.

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

Será que sou mesmo má

(imagem: http://www.lumierecoaching.co.uk/overcome-sadness/)


Por vezes apetece-me ser má
De uma maldade mediana
Acabo por exagerar na dose
E agir como uma insana

Falo mal e secamente
Sem pensar direito
Tal qual uma demente
Tiro tudo do peito

Ao final do dia tento me redimir
Pedindo perdão por tanta maldade
Acredito que consigo progredir
Aceitando que sofro de debilidade.

domingo, 30 de outubro de 2016

Gente Má


(imagem retirada da internet)


Há tanta gente mal-encarada
Sempre mal-humorada
Sem um gesto de boa vontade
Gente que não sabe sorrir
Que não aceita exprimir
Uma réstia de felicidade

Há tantas más respostas
Tanto falar pelas costas
Tanta maldade concentrada
A inveja veio sem avisar
Sozinha decidiu ficar
E a raiva invadiu a estrada

A velha e boa compaixão
Entrou em vias de extinção
E deixou-nos à nossa sorte
O amor ao próximo foi atrás
Levando junto o resto da paz

Deixando-nos à mercê da morte.
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