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sexta-feira, 29 de dezembro de 2023
Feliz Ano Novo?
quinta-feira, 20 de julho de 2023
Pela Fé
Posso caminhar na
noite ainda escura
Mas o breu não me
tolda a visão
Quem pela fé sabe
aquilo que procura
Nunca perde o
motivo da sua direcção
Posso deixar o
desânimo fazer uma visita
Mas não o deixo nem
aquecer o lugar
Quem pela fé sabe
aquilo em que acredita
Nunca perde a força
do que a faz lutar
Posso ter a
tristeza nos bolsos dos casacos
Mas nem sempre
desaperto o botão
Quem pela fé sabe
como colar os cacos
Nunca se deixa
abater pela desilusão
Posso enxugar os
olhos nem sempre molhados
Mas o arco-íris
pode nascer da tempestade
Quem pela fé sabe o
caminho dos iluminados
Nunca se deixa
iludir pela inútil vaidade
quinta-feira, 13 de julho de 2023
Esticar o fio
Olhamo-nos muito
pouco
E como um assumido
louco
Remediamos a
situação
As desculpas vêm à
tona
Certinhas como uma sanfona
Passaram a ser uma
obrigação
Não caminhamos na
mesma estrada
Dizemos que a vida
é tramada
E que os nossos
compromissos andam trocados
Deixámos este amor
passar de validade
Mas somos bons a
iludir a felicidade
E ninguém suspeita que
da mentira somos doutorados
Os nossos sorrisos
já não terminam num beijo
Já não sonhamos com
uma entrada em azulejo
Fomos rápidos a
extinguir o fogo que parecia não cessar
Já não nos chamamos
de amor em cada telefonema
Idiotas, fiámo-nos num
inútil e triste esquema
Agora, vamos
esticando o fio até ele quebrar
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2023
Primeiro Andar
Abri a janela do
esconderijo onde vivo
Necessito enxergar
o que me aprisiona
Sei que apenas de
tristeza sobrevivo
Faço um enorme
esforço para me manter à tona
Vejo passar os
sorrisos que me abandonaram
Dizem que me tornei
vítima da minha agonia
Juro que lutei
contra o que me armaram
Mas a escuridão apoderou-se
de toda a alegria
Neste primeiro
andar de ecos ensurdecedores
A solidão ocupou
toda a velha, e pouca, mobília
Os meus pés
arrastam-se como perdedores
Passo as noites em constante
e assustadora vigília
Oiço a passar na
rua a resiliência que, tristemente, perdi
Voltam as saudades
dos sonhos livres e ambiciosos
Sou um monte de
inutilidade que se vai deixar morrer aqui
Com medo de voltar
a entrar no jogo dos corajosos
Já ninguém bate à
porta ou pede para entrar
Acredito que o
vazio da alma se propagou na comunidade
Anseio pela
libertação do que me faz assim definhar
Espero passar algum
dia pela rua da felicidade
segunda-feira, 31 de outubro de 2022
No meu pior
Perdi-me no caminho
da insensatez
E encontrei as
palavras ditas sem pensar
Perdi-me na
encruzilhada da malvadez
E encontrei as
lágrimas que ousei causar
Não resisti contra
a má vontade
Agi de maneira
injusta precipitadamente
Não resisti às teias
da ociosidade
Agi sem atenção e
desinteressadamente
Reconheço os meus
erros e falhas
Tento esforçar-me
por ser muito melhor
Não quero ser
associada às escumalhas
Peço perdão a quem
estive no meu pior
quinta-feira, 27 de outubro de 2022
Dias Cinzentos
Bebo um chá quente
e olho pela janela
A vista nada se
compara a uma aquarela
O dia está frio,
sombrio e pesado
Ainda de pijama e
sem nenhuma vontade
Decido que tenho de
combater a ociosidade
Todo o tempo é
precioso se for bem aproveitado
Vou para o jardim
podar as roseiras
A natureza enche-nos
as algibeiras
Respirar o ar puro
é um bálsamo reparador
Combater um dia
cinzento requer pulso forte
Agradecer os
contratempos pode trazer sorte
O bem no mundo só
pode avançar com amor
segunda-feira, 16 de maio de 2022
O álbum de fotografias
Não encontro o
álbum de fotografias
Aquele que tu nunca
vias
Lembro-me de o ter
guardado na gaveta
Naquela cómoda de madeira
preta
Hoje bateu uma
saudade do passado
Quis reviver um
amor já ultrapassado
Olhar aquelas
fotografias fazia-me bem
Sentia-me
acompanhada e não um zé ninguém
Usávamos sorrisos
em todas as fotografias
Afinal estavas a
camuflar o amor que não sentias
Tenho a certeza que
não mudei de lugar
E tu, com certeza,
não as querias encontrar
Agora como vou
tapar este vazio no peito
Entrego-me à
saudade e choro no leito?
sexta-feira, 6 de maio de 2022
Sofro de Melancolia
Perguntei ao
espelho o porquê da minha tristeza
Se notou que estava
diferente, se me reconhecia
Respondeu-me que
pareço ter ainda a mesma beleza
Mas sofro,
indubitavelmente, de pura melancolia
Perguntei ao
espelho porque tenho ânsia de chorar
Sinto que me foge a
vontade de ter alegria
Respondeu-me que
posso querer não acreditar
Mas sofro
diariamente de simples melancolia
Perguntei ao
espelho o porquê do mau feitio
Por vezes a raiva
toma conta do meu dia
Respondeu-me que
posso não ter fastio
Mas sofro,
irremediavelmente, de melancolia
Perguntei ao
espelho porque sinto ingratidão
A minha alma está
fraca e a ficar vazia
Respondeu-me que
posso sentir bater o coração
Mas sofro,
tristemente, de melancolia
quarta-feira, 18 de agosto de 2021
Afogar em chão seco
O medo decidiu ter
aulas de natação
Para não se afogar
nas minhas lágrimas salgadas
Há quem se afogue
em seco chão
Sem nunca ter,
sequer, as mãos molhadas
O desassossego é
pesado e teimoso
Nunca tem mais
nenhum compromisso
Já lhe disse que o
acho espalhafatoso
Não me faz falta,
nem para encher chouriço
A tristeza dilacera
as entranhas
A angústia é
desmoralizante
As alegrias são-me
todas estranhas
A escuridão
tornou-se a minha acompanhante
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2021
Olhos secos
Tropeço
regularmente mesmo sendo fácil o caminho
A ingratidão
cola-se a mim e empurra-me com jeitinho
Raras vezes levanto
orgulhosamente a cabeça
Coragem e orgulho
não é mal de que padeça
As lágrimas são
teimosas, não saem com regularidade
Os olhos continuam
secos, isentos de humidade
Guardei os sorrisos
para os dias mais cinzentos
Mas esqueço-me de
os usar nos maus momentos
A ociosidade anda a
cercar-me desavergonhadamente
Acredita que me vou
juntar ao bando e ser sua crente
Que minhas forças
não me abandonem no barco singelo
Se não segurar os
remos, nunca vencerei o duelo
sexta-feira, 27 de novembro de 2020
A Vida tem que fazer sentido
Há quem guarde a
esperança
Bem apertada como
uma trança
Para, se um dia, a
coragem estremecer
Termos um abrigo
onde recorrer
Há quem viva
isolado de fraternidade
Agindo com a maior
normalidade
Evitando a todo o
custo a partilha
Enclausurando o
amor numa ilha
Iludem-se que o
mundo pode evoluir
Sem compaixão nem
generosidade se sentir
Há quem sofra pela
tristeza do irmão
E faz o possível
para dar mais que a mão
A vida só pode ter
um verdadeiro sentido
Se viver, englobar
um amor repartido
O universo recebe o
que lhe é dado
E retorna na mesma
moeda, sem nenhum trocado
sábado, 5 de setembro de 2020
Abandono Cruel
As casas estão
degradadas, já foram bonitas
Os anos não se
compadeceram das suas fitas
O chão nunca
conheceu o asfalto
O abandono causa
algum sobressalto
Os habitantes são
poucos e em idade sábia
A juventude abalou,
inchada em lábia
O lugar que outrora
foi muito apetecido
Está por sua conta,
mas sente-se perdido
Dizem que quando a
alegria se quiser reformar
É ali que vai ver
uma casa para arrendar
Os políticos que
tanto aclamaram nas eleições
Abandonaram-nos à
sorte sem direcções
A aldeia ainda tem
a sua beleza crua
Mas há quem não
goste da verdade nua
Os senhores, ao
domingo, jogam à malha
Juntam-se no largo
da capela, ninguém falha
As senhoras
reúnem-se na casa mais soalheira
Relembram a
mocidade, tão bonita companheira
sexta-feira, 20 de março de 2020
Berros e Gritos
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
Pedi licença à tristeza
sábado, 30 de novembro de 2019
A casa que foi nossa
sábado, 19 de outubro de 2019
Morri de tristeza
segunda-feira, 14 de outubro de 2019
A força pediu demissão
terça-feira, 13 de agosto de 2019
Vida Angustiada
domingo, 30 de junho de 2019
À espera do autocarro
quinta-feira, 13 de dezembro de 2018
Chora, deixa chorar
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| Fonte: Google Images |
Chora que faz bem



















