O desânimo
instalou-se sem ter hora marcada
Julga-se
importante, não dá satisfações a nada
Escolheu o melhor
quarto, com vista para o lago
E com o maior
desdém, disse “depois eu pago”
É arrogante,
abusado e prepotente
Acha-se melhor que
toda a gente
Coabitar com o
desânimo é desafiante
É uma luta desigual
e de perigo constante
Insistiu em
prolongar a sua estadia
Mesmo sabendo que
não o devia
Ter ouvidos moucos
e paciência a dobrar
Até que o desânimo
nos queira abandonar















