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sexta-feira, 7 de julho de 2017

Ó Mundo

Imagem: internet

Ó mundo, mundo
Vais cada vez pior
Já bateste no fundo
E continuas a achar-te o melhor

Ó mundo, mundo
Onde vais com tanta pressa
Por favor para um segundo
Não vais cumprir nenhuma promessa

Ó mundo, mundo
Porque cultivas a maldade?
Vais acabar um vagabundo
Rodeado de crueldade

Ó mundo, mundo
A morte fez-se tua aliada
O teu aspecto é imundo
De ti já não se espera mais nada.

quinta-feira, 13 de abril de 2017

A Má-língua


Imagem: internet

É todo um disse que disse
Estando as comadres em reunião
Vai desde a Maria à Clarice
O “tu não sabias?” “eu não!”

Falar mal a todo o vapor
Seja verdade ou mentira
A cusquice é como tractor
Onde passa, tudo vira

A vizinha é sempre a culpada
Não importa saber o motivo
Desde que haja conversa fiada
O assunto é sempre lucrativo

Num dia a fulana é uma santa
No outro “nem a posso ver”
A má-língua até canta
Com tamanho malquerer

As suas sessões de concílio
Antro de todo o maldizer
Impregnam qualquer domicílio
Deixam tudo apodrecer.

                                                            

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2017

Miseráveis Aqueles

Imagem: internet

Miseráveis aqueles que magoam
E se permitem abusar do poder
Miseráveis aqueles que não perdoam
E têm gosto em ver outros sofrer

Miseráveis aqueles que destroem
As vidas de tantos inocentes
Miseráveis aqueles que corroem
A bondade dos sobreviventes

Miseráveis aqueles que causam tristeza
Fiéis seguidores da desumanidade
Miseráveis aqueles que matam a natureza
E vivem em prol da crueldade.

                                                                                       

quarta-feira, 6 de julho de 2016

Ouvi um grito



Esta noite quando adormecia
Quando nada mexia
Ouvi um grito sufocante
Pensei que vinha do exterior
Tal barulho ensurdecedor
Quis ver, mas fiquei hesitante

Ouvi novamente gritar
Mais baixo desta vez
Devia acudir, ajudar
Saber donde vem a malvadez

O grito parou por fim
Ainda sentia o frenesim
O silêncio apareceu
Alguém adormeceu
A noite deu lugar ao dia
Sem mais nenhuma anomalia.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Más Energias

(imagem retirada da internet)


As pedras que me ocupam o caminho
Jogadas por aqueles cuja alma venderam
Usei-as para criar mais abrigos
E proteger aqueles que me defenderam

As intrigas e maldizeres
De tão poucos saberes
Não me chegam sequer ao calcanhar
A má vontade e arrogância
Vinda da pior instância
Ensina-me a nunca deixar de lutar

Quem age por bem sem contrapartida
E se rege por este modo de vida
Nunca espera retribuição
Quem pelo mal traça o seu caminho
E espera ter o bem como ninho
Acaba por nunca sair da escuridão.
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