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sábado, 9 de janeiro de 2021

À Beira-Mar

 



À beira-mar o mal parece desvanecer

A brisa marítima ajuda a espairecer

Os pés cobertos de água transmitem calmaria

À beira-mar o sol tem uma luz diferente

Aquece a alma de um modo mais potente

O som das ondas é a mais doce melodia

 

À beira-mar o mundo não tem tantos segredos

Há solução e antídotos para todos os medos

A areia suave acaricia sem pedir retribuição

À beira-mar os cheiros são todos adocicados

Os passos sabem seguir sem serem guiados

A vida torna-se leve, fresca, sem interrupção

 

À beira-mar o infinito é cheio de possibilidades

Os desafios são compatíveis com as oportunidades

A maresia é o único néctar que precisamos

À beira-mar a vida é mais sensata e ponderada

A imensidão de azul clarifica a mente atribulada

Os olhos veem somente aquilo que necessitamos


terça-feira, 8 de setembro de 2020

Leiga a Navegar

Fiz-me ao mar, no bote já envelhecido

Sou leiga a navegar, mas o foco não está comprometido

Os remos são pesados, as ondas dão-me luta

Os problemas já estão elaborados, é certa a disputa

 

O céu leva-me, sem questionar o trajecto

A coragem, aos poucos, aguça-me a destreza

Revejo os planos do ambicioso projecto

Sozinha em alto mar, junto-me com a correnteza

 

A brisa marinha, toca-me o rosto envergonhadamente

Nasce-me uma rainha, que morre prematuramente

Sou um navegador, em água bravia e salgada

Rasgo o mar com clamor, lavando a alma magoada

 

As velas obedientes, corajosas e altivas

São a companhia ideal nesta viagem

Remando, as minhas raízes estão mais vivas

Eu, o mar e o céu, chegam de bagagem

 



sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

O Mar (Poesia Infantil)


Gosto de ir ver o mar
De sentir a água nos pés
Ele é calmo ao acordar
E bravo com as marés

Dizem que é azul a sua cor
Mas não é a pura verdade
O mar é transparente e tem sabor
E as ondas são a sua vaidade

Temos que respeitar a sua casa
Não sujar e não tirar nada do lugar
Um pássaro não voa só com uma asa
O mundo precisa sempre do mar

O mar é um bom companheiro
Porque nunca se vai embora
Gostava de nele nadar o dia inteiro
É lá que a alegria mora

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O mar é minha testemunha


Junto ao mar com ondas revoltas
Rasguei o livro, já com folhas soltas
O vento ao ver-me assim desesperada
Levou as folhas para longe do nada

A água era gelada, a brisa era forte
Senti o vazio e o cheiro da morte
O mar aceitou ser minha testemunha
Tudo o que alcancei, foi sem nenhuma cunha

A tarde caiu, lenta e demorada
O frio tardou, mas picou a entrada
Antes que a noite me viesse descobrir
Apertei o casaco, parti, sem me despedir

sexta-feira, 26 de abril de 2019

O Embarque



O embarque foi a horas
A multidão gosta de ver as partidas
No cesto levava as amoras
Que por ti foram colhidas

A espuma do mar bravio
Era branca como um véu
Ainda hoje não confio
Em quem por tudo mira o céu

Ficaste sozinho no porto
Já todos tinham abalado
O teu olhar estava absorto
Devias comigo ter viajado

Foi assim abruptamente
Sem aviso nem recomendação
O amor sem motivo aparente
Desistiu de nos levar pela mão.

sábado, 28 de outubro de 2017

Quero ser o Mar


Imagem: Internet

Quero ser como o mar
De ondas a bailar
E segredos submersos
Quero perder-me na imensidão
Sem o porquê ou a razão
Inspirar-me nos meus versos

Quero ter a força do mar
Poder ir e voltar
Sem ter hora marcada
Quero beber o desconhecido
Encontrar o tesouro perdido
Viver sem nenhuma alçada

Quero o mar como companheiro
Ir sem rumo num veleiro
E adormecer sob as estrelas
Quero ser do profundo azul
Conhecer o verão de Istambul
E esquecer as querelas.

terça-feira, 1 de setembro de 2015

Vou e não vou

(imagem retirada da internet)

Vou enganar a saudade
Dizer que não sinto falta
E vou mentir p’ra verdade
Que o meu coração já não salta
Quando te vejo passar,
E esboçar um sorriso
Maior que as ondas do mar
Que me faz perder o juízo.

Vou deixar secar
As rosas do meu jardim
Os cravos da minha varanda
E da janela o alecrim.

Vou trocar as voltas
À rotina do meu amor
Trocar o dia e a noite
O frio e o calor.

Vou abrir todas as portas
E perder as chaves sem querer
Porque este diz que é viver
Já não me seduz
E nem me traz essa luz
Que me devia abrigar
Do meu medo do escuro
E me devia ensinar
Que não é mais seguro
Depender de alguém
Que só nos bate à porta
Quando a preguiça não tem
Sinais de vida, está morta.

Já dei a volta por cima
A este vou e não vou
E o sabor a limão e lima
Que tanto amargou
Já foi para a sucata
P’ra enganar mais um tolo
Que um belo ferro é prata.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MEU MAR

Ó mar impiedoso e dominador
Que implicas por nada e por coisa nenhuma
Peço-te em todo o teu esplendor
Que me leves contigo na espuma

Rendi-me ao teu infinito azul
E ao teu cheiro a maresia
Promete que em cada onda tua
Me devolves as conchas da alegria

Ó imenso mar que me seduz
Vem deitar-te a meu lado na areia
E diz-me baixinho ao ouvido
Que sou só eu que trazes na ideia

Sinto na tua água tão gelada
O calor que outrora ela sentiu
E regresso ao mundo renovada
Da Paz e da luz que me seguiu

Agradeço-te ó mar sábio
Estrada de tantos aventureiros
Por levares a cada porto
E cada porto ao mundo inteiro

ONDAS DO MAR

Ó! Ondas da minha ilusão
Por que vêm morrer na praia
Por que insistem em tal posição
E não desistem, nem que o céu caia

Preferem confiar à areia
Os meus porquês sem resposta
E assim me apanharem na teia
Dos vencedores sem aposta

E quando a certa altura
Já morrem um pouco mais perto
Ao ver a areia mais escura
Percebo a solidão do deserto

Não queiram ó ondas tão belas
Ser pertença de alguém
Porque por mais leves que sejam as fivelas
Nada se compara ao valor que a liberdade tem
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