O Avelino já vai a
medir a rua
E a falar alto como
um tolo
Quando bebe às
vezes amua
Mas hoje age como
um parolo
Os tropeções são
aos montes
Mas nada para o
Avelino
Quem bebe em muitas
fontes
Acaba sempre por
perder o tino
No caminho
cumprimenta a quem o olha
A educação fica
apurada com a bebedeira
Quem o conhece perdoa-lhe
mais uma molha
O pobre Avelino adora
o fruto da videira
Dizem que nunca
casou porque era muito vadio
Coitada da mulher
que o aturasse neste estado
Assim o Avelino
amigou-se ao tinto escorregadio
E não podia, diz
ele, ter melhor casado
