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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

MEU MAR

Ó mar impiedoso e dominador
Que implicas por nada e por coisa nenhuma
Peço-te em todo o teu esplendor
Que me leves contigo na espuma

Rendi-me ao teu infinito azul
E ao teu cheiro a maresia
Promete que em cada onda tua
Me devolves as conchas da alegria

Ó imenso mar que me seduz
Vem deitar-te a meu lado na areia
E diz-me baixinho ao ouvido
Que sou só eu que trazes na ideia

Sinto na tua água tão gelada
O calor que outrora ela sentiu
E regresso ao mundo renovada
Da Paz e da luz que me seguiu

Agradeço-te ó mar sábio
Estrada de tantos aventureiros
Por levares a cada porto
E cada porto ao mundo inteiro

ONDAS DO MAR

Ó! Ondas da minha ilusão
Por que vêm morrer na praia
Por que insistem em tal posição
E não desistem, nem que o céu caia

Preferem confiar à areia
Os meus porquês sem resposta
E assim me apanharem na teia
Dos vencedores sem aposta

E quando a certa altura
Já morrem um pouco mais perto
Ao ver a areia mais escura
Percebo a solidão do deserto

Não queiram ó ondas tão belas
Ser pertença de alguém
Porque por mais leves que sejam as fivelas
Nada se compara ao valor que a liberdade tem

terça-feira, 5 de agosto de 2008

MÃE

(Dedicado à nossa mãe Rosa)

Mãe não pede, não exige, não reclama
Mãe só vive para aqueles que mais ama
Mãe não quer saber se o sol não vai brilhar
Mãe só descansa quando o seu filho pára de chorar
Mãe é quem dá sem pedir em troca
Mãe é quem se for preciso tira da sua boca
Mãe é aquela que nos enxuga as lágrimas quando teimam em cair
para o nosso rosto voltar a ver sorrir.
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