Os ponteiros
da minha bússola estão baralhados
Antes estavam
certeiros, agora giram desgovernados
Perdi o
norte, não tenho orientação
Caminho
agora à sorte, evitando a contramão
O céu está
limpo, o sol quente
Será
que vejo o Olimpo ou estarei doente?
Penso nos
pontos cardeais, preciso me orientar
Aproveito
todos os sinais, tenho hora para regressar
Quando
anoitecer, dormirei ao luar
Se acaso
não me perder, de manhã irei voltar
No regresso,
já sem atribulações
Levarei
o progresso, fruto de gerações
