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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

PORQUE TU FAZES


Porque não caminho só,
Como a farinha se junta à mó.
Porque o meu sonho não está perdido,
A minha etapa faz todo o sentido.

Porque Tu me permitiste nascer,
Para contigo a felicidade cultivar.
Porque por mim Tivestes que morrer,
De joelhos Te agradeço a chorar.

Porque a estrada por vezes queima
E faz arder os passos dos que Te querem encontrar.
Tu fazes a chuva cair com teima,
E a estrada fica tão fácil de caminhar.

domingo, 25 de setembro de 2011

NOVO RUMO


Um ano de emoções
Sentidas, vividas e partilhadas.
Obrigado por deixar em nossos corações
A sensação de pertencer a uma jornada

Que siga com a fé como missão
E leve em cada mão,
A força de seguir num rebanho.
Que seja prova que um coração
Filho de Deus, sua criação
Em nenhum lugar é um estranho.

Ficam para trás momentos,
Palavras, sentimentos
E uma missão cumprida.
Deseja-se para o caminho adiante
Que o Sol seja sempre brilhante
E que a paz lhe ilumine a vida.

Há que soltar as amarras
Quando Ele nos quer noutra morada,
Há que levar a Sua palavra
A cada ponto da estrada.

(nota: este poema foi feito para a "despedida" do Pe. José António Carneiro, que deixou hoje a paróquia de Águeda para rumar a Glória-Aveiro)

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Vamos!


Vamos jogar um jogo
Brincar com o fogo,
Vamos ganhar o mundo.
Vamos ser os heróis do dia,
Apostar em demasia,
Vamos! Prego a fundo.

Vamos fazer batota,
Com truques escondidos
E dividimos a quota.
Vamos! Sempre destemidos,
Assumir a parceria,
Nossa mais-valia,
Vamos ganhar a frota.

Vamos ser os ideais
De quem não sabe sonhar
Vamos levar o barco ao cais
Vamos! É tempo de ancorar.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

TEUS E MEUS


Teus braços, estendidos
Em meus braços, perdidos
Teus sonhos, em suspenso
Em meus sonhos de bom senso.

Teus ideais, sem fronteiras
São meus sinais e minhas barreiras
Teus segredos, tua sentença
São meus degredos, sem luz de presença.

Teus beijos, teus sentidos
São meus desejos proibidos
Teu amor, tua arma secreta
É o temporizador, é minha chegada à meta.

Tu e eu, embarcados
Em alto mar, naufragados
Eu e tu, mão na mão
P’la vida fora, quem guia é o coração.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

ASSUMI O CONTROLE



Tirei as estrelas do céu
E roubei as ondas do mar
Percebi que nem tudo pode ser meu
Mas é bom, volta e meia, sonhar

Apaguei a luz do Sol
E sequei as gotas da chuva
Sou eu quem possui o controle
Mesmo tendo a vista turva
 
Guardei o calor na gaveta
E o frio no meu coração
A vida, tirei-a de letra
Na escola da desilusão.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SENTADA NA VARANDA


Sentei-me num fim de tarde
À sombra da minha varanda
Deixei as horas passar
E o descanso é quem comanda
 
Com o Sol a bater-me nos pés
E o pensamento longe da realidade
A preguiça ocupou de lés a lés
A minha tarde de ociosidade
 
Como é tão bom nada fazer
E ao mesmo tempo, tudo pensar
Como é bom este modo de viver
Sentada na varanda a divagar

A noite fez-me recolher à base
E ao tédio da incansável rotina
Mas cada novo amanhecer
Não me deixa esquecer esta sina.

terça-feira, 26 de julho de 2011

PARA PARTE NENHUMA


Levei um pedaço da tua gratidão
E guardei-a no bolso do casaco
Quem sabe, pelo sim, pelo não
Me fosse cair algum bocado!

Parti para parte nenhuma
E encontrei um mendigo a pedir
Perguntou-me: “a menina fuma?”
“Credo! Isso é um mal a abolir!”

Olhou-me desconfiado
E a sua boca não mais se abriu
Continuei para nenhum lado
E o mendigo não mais se viu.

Como por intuição
Levei a mão à algibeira
Lá estava o pedaço da tua gratidão
Que bom tê-la à minha beira!

Mais um atraso no caminho
Desta foi um transeunte perdido
Disse-lhe que sigo como as velas do moinho
Que para onde vou, me basta o que tenho vivido.

Não percebeu o que lhe quis dizer
E continuou perdido na estrada
Eu esforcei-me por esclarecer
Mas rejeitou e seguiu na enseada.

Quando finalmente encontrei o meu rumo
Parei para absorver aquela sensação
E como fugaz segue o fumo
Assim soltei a tua gratidão.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

EM TODO O LUGAR


No grão de café, na água da chuva
No raio de Sol, no sumo da uva
No brilho da noite, na luz das estrelas
No fim do caminho, no vazio das vielas
No ar que respiro, na palma da mão
No amor que recebo, no bater do coração

Em todo o sítio, em qualquer lugar
A toda a hora, na terra ou no mar
Obrigado meu Deus por cada segundo
Por cada minuto que me dás o mundo
Obrigado meu Deus por cada anoitecer
Sem ter conhecimento da palavra sofrer.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

QUANDO O CORAÇÃO NÃO QUER SABER






Quando o coração não quer saber
E a razão nos vira do avesso
Não importa se é bom ganhar ou perder
E se por entre tudo atravesso

Quando o coração não sente a dor
Dum passado tão sofrido
Não importa se a natureza no seu esplendor
Nos leva ao mais puro infinito

Quando o coração não sabe falar
A linguagem do entendimento
Não importa o quanto sabes soletrar
Pois perdes até o mais lindo sentimento

Quando o coração não quer ouvir
A mais bela oração
Não importa se sabes cair
Pois não vais ultrapassar o limite do chão

Quando o coração insiste em negar
E não faz nem a mais simples função
Não importa se os olhos vais fechar
Porque vais continuar sem direcção
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