AVISO

É expressamente proibida a cópia ou reprodução em parte ou na totalidade do conteúdo deste blog, sem prévia autorização, estando reservados os direitos de Autor.

Mostrar mensagens com a etiqueta pensamento. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pensamento. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 28 de novembro de 2019

Anos Oitenta


Há demasiadas vaidades
Consumidas por futilidades
Padrões de vida vergonhosos
Voltámos aos anos oitenta
Nas roupas, não na sebenta
Mas não regressaram os bons modos

Usa-se e abusa-se da roupa larga
Porque um tolo burro de carga
Decidiu que, por agora, é tendência
Pena que a educação e a humildade,
O amor ao próximo e a fraternidade
Não voltaram a ser regra de excelência

Vive-se sem pensar demasiado
Que horror ser bem comportado
O passado voltou, mas só na imagem
Pobres os que seguem modas alheias
Seres vazios de almas feias
Perderam o melhor na viagem

Se decidiram voltar ao passado
E lançar a moda do desajeitado
Que o fizessem com fiel reprodução
Os “manequins” dos oitenta eram mais pacientes
Sabiam ouvir e estar presentes
Usavam a largueza também no coração

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Soltar um Sorriso

Se eu largar um sorriso
E ele decidir voar
Será de quem for preciso
E de quem o conseguir agarrar

Se estiver a chover
O sorriso vai poisar em terra
Quem o quiser recolher
Terá ganha a sua guerra

Se vier de volta
Outro sorriso qualquer
É porque quem um sorriso solta
Recebe na mesma colher

terça-feira, 9 de abril de 2019

Não me levanto


No pensamento mais duro
Eu sempre procuro
Uma fuga para a solidão
Na amargura do vazio
Eu tremo mesmo sem frio
E choro em convulsão

Já não conheço a estrada
Perdi o fio à meada
Sigo a favor da ventania
Se cair não me levanto
Tamanho é o meu pranto
Não me contento com a mediania.

domingo, 25 de novembro de 2018

Pelo Beicinho

Fonte: Google Images


Ficaste pelo beicinho
Não sei o que te hei-de dizer
Se aqui procuras carinho
Nem dado nem a vender

Se calha veres-me passar
Lá começa a ladainha
Tanta amor tens para dar
Que só te falta a rainha

Dizes que é um amor tão grande
Que nem te cabe no peito
Pois é melhor que abrande
Aqui não causas efeito.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

SENTADA NA VARANDA


Sentei-me num fim de tarde
À sombra da minha varanda
Deixei as horas passar
E o descanso é quem comanda
 
Com o Sol a bater-me nos pés
E o pensamento longe da realidade
A preguiça ocupou de lés a lés
A minha tarde de ociosidade
 
Como é tão bom nada fazer
E ao mesmo tempo, tudo pensar
Como é bom este modo de viver
Sentada na varanda a divagar

A noite fez-me recolher à base
E ao tédio da incansável rotina
Mas cada novo amanhecer
Não me deixa esquecer esta sina.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...