AVISO

É expressamente proibida a cópia ou reprodução em parte ou na totalidade do conteúdo deste blog, sem prévia autorização, estando reservados os direitos de Autor.

Mostrar mensagens com a etiqueta poetisa. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta poetisa. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 9 de janeiro de 2023

A tua ausência causa danos

 


Tenho saudades do brilho dos teus olhos

E do toque dos nossos lábios enamorados

Pedaços do teu amor, tomara tê-los aos molhos

A tua falta torna os meus pensamentos pesados

 

Tenho saudades das tuas mãos no meu cabelo

O teu toque suaviza a ânsia de me perder

A tua ausência causa um enorme flagelo

Preciso do teu calor para conseguir aquecer

 

Tenho saudades do carinho partilhado de madrugada

Da alegria quando riamos por coisa nenhuma

Com o vazio do teu corpo fica estranha a almofada

Atiçavas qualquer lume como a seca caruma

 

Tenho saudades de quando chegavas ao final do dia

A ansiedade de te esperar era o melhor combustível

Inocente, não sabia que aos poucos te perdia

A tua companhia acabará por ser substituível


sexta-feira, 9 de dezembro de 2022

Dei-te o aconchego

 


Dei-te o meu abraço quando estavas desamparado

Ficaste com o melhor pedaço e nem disseste obrigado

Dei-te o aconchego quando disseste que perdeste o norte

Mostraste-me o desapego, da minha alma causaste a morte

 

Preenchi o vazio que os teus olhos mostravam

Deste-me o frio que os teus beijos carregavam

Preenchi de alegria a alma triste que tentavas esconder

Nem uma gota de simpatia tentaste sequer oferecer

 

Mudei o teu trajecto, rumas agora em busca da vitória

Só queres saber do aspecto, não te importa a moral da história

Mudei a tua boca, agora o teu sorriso vem do coração

A mudança ainda é pouca, mas aguarda a total transformação

 

Amei-te incondicionalmente, talvez só assim fosse possível

O teu falar ainda mente, tens de sobra um lado insensível

Amei-te sozinha, não me quiseste retornar este amor

Quem só sempre caminha, aprende a tolerar melhor a dor


quarta-feira, 8 de junho de 2022

Carta na caixa do correio

 


Deixei ficar na tua caixa do correio

A carta num envelope um pouco feio

Onde escrevi como magoaste o meu coração

Usei frases duras, curtas e concisas

Da minha amabilidade sei que não precisas

Espero, profundamente, que anseies o meu perdão

 

Ninguém me viu junto à tua porta

A rua, além de sombria, parece morta

Precisas colocar óleo na tampa da caixa

A carta fez barulho ao cair para o vazio

Pelos vistos ninguém te passa pavio

Em nenhum desfile te davam uma faixa

 

Lê a carta com cuidado e bastante atenção

Sei que és desatento e um pouco sem noção

Deixa as palavras apurarem o sentido

No final ao perceberes a maldade que criaste

Vais reconhecer a razão do que sempre duvidaste

Desejarás o meu amor nunca ter perdido


sexta-feira, 6 de maio de 2022

Sofro de Melancolia

 


Perguntei ao espelho o porquê da minha tristeza

Se notou que estava diferente, se me reconhecia

Respondeu-me que pareço ter ainda a mesma beleza

Mas sofro, indubitavelmente, de pura melancolia

 

Perguntei ao espelho porque tenho ânsia de chorar

Sinto que me foge a vontade de ter alegria

Respondeu-me que posso querer não acreditar

Mas sofro diariamente de simples melancolia

 

Perguntei ao espelho o porquê do mau feitio

Por vezes a raiva toma conta do meu dia

Respondeu-me que posso não ter fastio

Mas sofro, irremediavelmente, de melancolia

 

Perguntei ao espelho porque sinto ingratidão

A minha alma está fraca e a ficar vazia

Respondeu-me que posso sentir bater o coração

Mas sofro, tristemente, de melancolia


terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Desembrulhar um rebuçado

 


Gosto de ti de um jeito simples, mas engraçado

Com o entusiasmo de desembrulhar um rebuçado

E tu nem sabes que o amor mora na tua rua

Gosto de ti sem alarido nem aviso de recepção

Levo-te comigo a inundar o meu coração

E tu nem sabes que eu te posso dar a lua

 

Gosto de ti e assumo os teus imensos defeitos

Tudo se resolve quando não há preconceitos

E tu nem enxergas quanto o sol nos ilumina

Gosto de ti quando o telefone nem chega a tocar

Sei que demoras mais tempo, mas vais lá chegar

E tu perdes tanto por nunca virar na esquina

 

Gosto de ti quando esqueces o casaco

Iludido, acreditas que o frio vai ficar fraco

E tu nem sabes que eu te posso aquecer

Gosto de ti como o cheiro de um livro novo

Escolhia-te ao longe no meio do povo

E tu nem sabes que de amor se pode morrer


domingo, 21 de março de 2021

Tropeções no caminho

 


Nos tropeções com que a vida nos surpreende

O chão recebe-nos, mas não nos prende

Importa saber levantar de cabeça erguida

Sacudir a poeira e retomar as rédeas da vida

Tropeçar, pode acontecer a qualquer um

Cair não é vergonha, nem tira pedaço algum

Quem não caminha com humildade na algibeira

Mais tropeça e mais se suja de poeira

O caminho pode ser áspero e ventoso

É essencial conseguir evitar o invejoso

Se a chuva começar a cair sem pedir licença

Sorria e feche os olhos, agradecer faz diferença

Nas encruzilhadas de escolha difícil e duvidosa

Aliar a cabeça ao coração é uma arma poderosa

O fruto que será colhido, na meta tão desejada

Terá melhor sabor se tivermos aprendido com a estrada


terça-feira, 16 de março de 2021

Será que sou Poeta

 


Será que sou poeta de alma doente

Instalado num cativeiro de palavras indecisas

Será que ser poeta é escrever o que se sente

Proclamar a céu aberto quando se mente

Deixando a bola entrar em todas as balizas

 

Será que sou poeta por escrever alinhado

Despejo os pensamentos em catapulta

A caneta fez-se o meu melhor aliado

As folhas deixam-se encher do meu palavreado

No fim o poema até parece que resulta

 

Será que sou poeta apenas por saber rimar

Porque iludo o mundo sobre a minha essência

Digo que sofro sem nem sequer clamar

Enxugo as lágrimas que nem vi derramar

Será que ser poeta é ser vizinho da demência

 

Será que sou poeta de versos sem noção

Ou nem perto caminho de ser poeta algum

A mente inquieta comanda a minha mão

Fora da minha janela tudo é inspiração

Poeta é ter os sentimentos e não querer nenhum


segunda-feira, 8 de junho de 2020

Pão torrado



Saboroso como a manteiga no pão torrado

Invulgar como o caramelo salgado

Assim é o sentimento que tenho por ti

Quente e aconchegante como a braseira

Doce e natural como o fruto da figueira

É como me sinto desde que te vi

 

Quero abrir as asas que não tenho

Dizer-te a que horas venho

Dizem os entendidos que sofro de amor

Quero dizer-te lamechices ao ouvido

Um apaixonado é um doido varrido

Só os loucos arriscam tamanho valor


terça-feira, 5 de maio de 2020

Foi amor e é Amor


Foi amor assim que te vi
E a paixão veio a seguir
Foi amor o que me fez sentir
Quando estive junto a ti

É amor o que nos guia
Pela estrada que agora é nossa
Os outros podem fazer troça
Mas o nosso amor é uma terapia

Foi amor o que nos uniu
Ainda seguimos de mão dada
Há quem diga que está enfeitiçada
Que esta história nunca existiu

É amor o que nos invejam
Não sabem lidar com a felicidade
Mal eles sabem com que facilidade
Podem ter o que desejam

domingo, 3 de maio de 2020

Dia da Mãe

É uma lágrima ao cair
Sempre protectora de alguém
Ensina como é bom sorrir
É um ser tão divino, a Mãe

É a força na adversidade
Encara o mal e o bem
Anjo de luminosidade
É um ser especial, a Mãe

É o aconchego do regaço
Que não se paga com um vintém
Refúgio é o seu abraço
É um ser lutador, a Mãe

É o amor incondicional
Dá sempre tudo o que tem
O seu filho é o principal
É um ser notável, a Mãe

É a luz incessante
Como a estrela de Belém
Sofre e luta confiante
É o amor verdadeiro, a Mãe

quarta-feira, 29 de abril de 2020

O mais Belo dos Sentimentos


Amor
É quando te chamo sem sequer falar
E quando te sinto sem sequer te tocar

Amor,
É quando à noite ao olhar o céu
Oiço teus passos e sei que és meu

Amor,
É quando nossas mãos se tocam lentamente
E sei que teu coração vai estar sempre presente

Amor,
É quando te vejo me sinto renascer
Por saber que sem ti não poderia viver

Amor,
É quando à noite os olhos eu fecho
Ver-te a meu lado sempre protector
E ao acordar sentir o teu beijo
E a tua voz a dizer “Bom dia Amor”

Amor,
É quando o teu caminho se junta ao meu
Na encruzilhada do nosso sentimento
E juntos seguem a olhar o céu
Sabendo que o mais lindo é cada momento


terça-feira, 21 de abril de 2020

O Viajante


Aquele que busca o conhecimento
Que aceita sempre um ensinamento
É merecedor de todo o respeito
Cada viagem é uma nova semente
Que dá sempre o seu fruto de presente
E torna mais culto o já culto sujeito

É o ser capaz de se integrar noutras vivências
O não temer novas e únicas experiências
Que faz nascer o interessado viajante
Aquele que da cultura faz herança
Diferencia os dois pesos da balança
É educado, inteligente e perseverante

sexta-feira, 17 de abril de 2020

Disseram-me


Disseram-me que estar apaixonado
Não é desculpa para toda a tolice
Lá por se viver num mundo encantado
Onde se ama e se é amado
Não justifica a comum aselhice

Disseram-me que quando se ama
Se perde a noção do que é real
Que o fogo que atiça a chama
Já vem de longe a sua fama
Envolve e cria algo especial

Disseram-me que temos um problema
Amar demais causa má visibilidade
Pesquisei e li sobre o tema
Mas não encontrei nenhum sistema
De evitar ou curar tal enfermidade

Disseram-me que esta nossa relação
De cara bonita e andar dengoso
Aos poucos vai abrandar a paixão
Porque ao perder-se a ilusão
O caminho vai tornar-se sinuoso

terça-feira, 14 de abril de 2020

Escrever é Lutar


À luz de um candeeiro antigo
Escrevo no papel o que me tira a paz
Podem achar que dava um bom artigo
Mas não partilho aquilo que mal me faz

A página já vai p'ra lá de meia
As palavras saem como cascatas
Por este andar à hora da ceia
Ainda estou a escrever filosofias baratas

Noite dentro continuei a labuta
A minha alma necessita de se expurgar
Cada frase é uma sentida luta
Até ao ponto final não me vou acobardar

A madrugada espreitou-me pela janela
Diz que teve pena de me ver assim
Antes que o sol tomasse o lugar dela
Pousei a caneta e fui cuidar de mim

quarta-feira, 1 de abril de 2020

Alegre Petiz


Saltava à corda quase a voar
Como quem as estrelas, deseja roubar
As gargalhadas eram as vitaminas
Coloridas e alegres como serpentinas
Os saltos na macaca eram desafiadores
Todos queriam sair vencedores
Jogar às escondidas, qual detective
Cada jogo, uma alegria que se vive
Tanto o sol como a chuva eram bons amigos
A inocência livrava-nos dos perigos
Os sonhos não se contentavam com o anoitecer
Durante o dia tudo podia acontecer
Foi sendo criança, livre e feliz
Numa infância de alegre petiz
Que aprendi a repartir o bem
Porque do pouco que se tem
Deve sempre servir para ajudar
Aquele que por vezes está a precisar

sábado, 28 de março de 2020

É preciso reciclar



É preciso reciclar a boa vontade
Reutilizar a amizade
Aprender a dar uso ao bem
É preciso reciclar a partilha
Evitar cair na armadilha
De não dividir o que se tem

É preciso reciclar o amor incondicional
Relembrar que a vida é mais que especial
Somos apenas meros passageiros
É preciso limpar a maldade que transborda
Deixar ficar quem roer a corda
E reutilizar os afectos verdadeiros

quarta-feira, 25 de março de 2020

À procura da Fraternidade


Desapareceu há já alguns anos
Mas ninguém a deu como desaparecida
Para alguns não causou danos
Outros acham-se soberanos
E a fraternidade continua sumida

Procuro no meio da multidão
Só vejo manadas de egocentrismo
Não oiço qualquer palavra de educação
Nenhum abraço ao seu irmão
Fraternidade regressa e traz o civismo

Na era tecnológica e tão moderna
O nível de partilha devia ser elevado
A saudação devia existir e ser terna
A ajuda seria a luz da nossa lanterna
Mas o egoísmo tem o jogo viciado

Nesta procura incessante e cansativa
Tenho fé no resultado final
Escrevo uma forte e tocante narrativa
Na televisão será mais apelativa
E a fraternidade voltará a Portugal

sábado, 14 de março de 2020

A mercearia do Ti António

Imagem: Internet
Na rua mais antiga da minha localidade
Existe uma mercearia, já com muita idade
Ainda se fazem as pesagens à mão
E a balança tem o seu jeito de ladrão
O Ti António é o único merceeiro
Sempre bem-disposto e prazenteiro
Gosto da simplicidade do estabelecimento
Do cheiro a humanidade no atendimento
O pão é sempre fresco e estaladiço
E gosta de vir acompanhado de chouriço
Na mercearia não se conhece o calote
A fruta tira-se directamente do caixote
Vende-se a crédito, no livro anotado
Mas só a quem não deixa chegar a fiado
O sorriso do Ti António é o cartão de visita
Embrulha o bacalhau amarrado com uma fita
Ainda não aderiu às novas tecnologias
Só quando for obrigado a tais ideologias
Os miúdos deliram com tanto rebuçado
Bem acamadinhos num cartucho de papel acastanhado
Fecha a loja cedo, no horário de inverno
Mas às sete da manhã já faz contas no caderno
A mercearia do Ti António um dia vai fazer falta
Quando a, por agora fraca, mentalidade da malta
Reconhecer que um simples bom dia sorridente
Fazem valer até um aumento do preço corrente

quarta-feira, 11 de março de 2020

O Senhor Américo da casa pequena


O senhor Américo que mora na casa pequena
Já chegou aos “entas” de uma vida plena
Acorda cedo para ir comprar o pão
Vive de uma reforma de pouco tostão
A sua esposa há muito que partiu
Os filhos assumem que ninguém os pariu
Depois de enviuvar adoptou um canito
Um rafeiro castanho, minorca e bonito
Lá passam os dois, sempre lado a lado
A fidelidade é um bem a ser preservado
Conversa com o rafeiro, de nome Bobby
É o fiel amigo que está sempre ali
Quando à tarde o sol bate na soleira da porta
É ver os dois sentados, nada mais importa
Nos, poucos, vizinhos encontra amparo
A velhice é tramada e custa caro
Tem sempre um sorriso e uma saudação
Por muito que lhe custe levantar a mão
O Senhor Américo da casa pequena
Do muito que viu, já nada condena
Ainda tem saudades da vida de casado
A sua Clarice fazia-lhe um bem danado
Agora espera, com paciência a sobrar
O dia em que este mundo vai deixar
Só pediu aos vizinhos o grande favor
De cuidarem do seu Bobby com amor

quinta-feira, 5 de março de 2020

Visita da casa


Se vens à minha humilde habitação
Seja por visita, ajuda ou favor
Sê delicado e usa a educação
Porque quem age com má intenção
Habilita-se a ser recebido com dissabor

Se passas da minha porta p’ra dentro
Não desdenhes da hospitalidade
Um dia estamos no centro
No outro dispensamos o coentro
Porque há temperos com mais humildade

Se te ceder um lugar à mesa
E do pouco banquete te der a provar
Podes ter a mais pura certeza
Que te considerei da realeza
E da família te podes considerar

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...