É dia de celebrar o
padroeiro da aldeia
É dia de festa, dia
de ter a mesa cheia
As ruas estão
ladeadas de bancas recheadas
Vende-se tudo,
desde brinquedos a enxadas
O dinheiro na
caixinha da capela, não pode faltar
É para agradecer e
alguma promessa pagar
A música ambiente,
espalha furor e alegria
As famílias
reúnem-se para celebrar o grande dia
Na tômbola há que
tentar a sorte ao jogo
Cada rifa
desembrulhada, é uma prova de fogo
A fanfarra percorre
as ruas, todos fardados a rigor
Vai-se recolhendo
donativos para o santo protector
O andor do santo
padroeiro, leva flores deslumbrantes
É seguido pelo povo
e pelos saudosos emigrantes
A procissão leva os
anjinhos, sempre bem alinhados
A fé ainda
prevalece, é o berço dos afortunados
O arraial está todo
iluminado com a banda a actuar
Os corajosos
chegam-se à frente e começam a dançar
É meia noite, hora
de largar o fogo de artifício
O espectáculo é
maravilhoso, ilumina qualquer edifício
A comissão é
elogiada, fez um trabalho impecável
Para o ano quem
fizer, que seja pelo menos igualável

