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sábado, 23 de janeiro de 2021

Minha humilde habitação

 



Se vens de visita à minha humilde habitação

Não carece seres catita, esbanja somente educação

Recebo-te com o cuidado de quem só te quer bem

Cresci a ser educado e a dar valor a tudo o que se tem

 

Ao entrares pela porta do meu simples e precioso lar

O que vais dizer importa, por isso pensa antes de falar

Não desdenhes se for pouco o que te puder oferecer

Em cada um habita um louco, mortinho por aparecer

 

Se te sentares à minha mesa, acredita és da Família

Se a lareira estiver acesa, junta-te à nossa vigília

A casa pode ser modesta, sem luxos desnecessários

A virtude não se empresta, nem se aprende nos dicionários

 

Quando for hora de abalar, aceita o abraço verdadeiro

Já estiveste no meu lar, sei que és capaz e ordeiro

A porta será sempre aberta, se nela vieres bater

Na minha casa a ajuda é certa, nada pagas para receber


sábado, 12 de janeiro de 2019

Casa dos meus sonhos


A casa dos meus sonhos
Tem um quintal, verde sem fim
E a árvore dos medronhos
Fica mesmo no meio do jardim

Na minha casa perfeita
Tenho cercas de madeira
A entrada é mais estreita
Lá nasceu uma laranjeira

As telhas do meu telhado
Simples como toda a habitação
Protegem o meu legado
Rodeadas de vegetação

Da porta da rua
Vê-se a estrada de terra batida
De noite a vizinha é a lua
Na casa da minha vida.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

A minha pequena janela

(imagem retirada da internet)

Da minha pequena janela
Simples e singela
Vejo flores da cor rosa pastel
Da minha pequena janela
Sinto o cheiro a canela
E a torradas com mel

Junto à minha janela
Como uma sentinela
Vejo o mundo de outra maneira
Junto à minha janela
Sinto-me como numa caravela
Que navega sem barreira

A minha pequena janela
Qual ilustre donzela
Ilumina todo o meu lar
A minha pequena janela
Será a minha cartela
Quando o meu fim chegar.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



O telhado nem sempre veda
As lágrimas que querem sair
As paredes nem sempre protegem
De quem mal nos quer impingir

Mesmo que feche a porta
Fica sempre algo de fora
Apesar de ser a minha casa
Há sempre uma altura de ir embora

Deixo a janela aberta
Preciso respirar civilização
Por muito que viva para estas paredes
É bom por vezes agir de antemão

Adoro a minha casinha
Pilar das minhas memórias
Até a soleira da porta
Conhece as minhas histórias
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