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terça-feira, 31 de outubro de 2023

Sem jurisdição

 


O vazio cobre a imensidão visível

Nada é desejável ou desprezível

O silêncio impera com alguma altivez

A solidão diz que adora este estado de surdez

O vento não tem limites nem jurisdição

Sopra descaradamente por nenhuma razão

Não há noite nem dia para amanhecer

A penumbra informou que vai para ali viver

O chão é pedregoso e desajeitado

Não há nenhum caminho demarcado

Nunca chove nem o sol faz questão de brilhar

Uma estância desabitada sem nada para dar

Ouvi dizer que a morte passa lá as férias

Para descansar de um mundo carregado de misérias




segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

VAZIO E SOLIDÃO

(imagem retirada da internet)

Às vezes o vazio é enorme
Tudo consome
Sem olhar a meios
O silêncio faz-lhe companhia
A alma fica mais fria
E a vida aceita perder os freios

A penumbra impera
Nos dias de solidão
A presa cedeu à fera
A luz perdeu para a escuridão

Os ossos sentem o frio
Que gelam sem piedade
Volta de novo o vazio
Insiste em levar-me a sanidade

Apelo à coragem
Por mais uma viagem
Sem forças não consigo seguir
A fé começa a esvair-se
A esperança a partir-se
O pesadelo volta a assumir

Sou um pedaço de pedra
Ao pó irei regressar
Vou sobrevivendo como a hedra
Trepando para tentar escapar.
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