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quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

Rasgaram-se as Folhas

Fonte: Google Images

Acabaram-se as tréguas
De nada valeram as léguas
Que, sozinha, caminhei

A sanidade regular
Que nos fazia continuar
Sem intenção a ignorei

Rasgaram-se as folhas
Já não temos escolhas
O livro está ilegível

Nem juntando os pedaços
Se preenchem os espaços
O fim era imprevisível.

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Loucos e Tolos

Fonte: Google Images


No meio dos loucos sinto que pertenço
A sanidade é sobrevalorizada
Se é loucura dizer o que penso
De louca não me importo ser chamada

Só os tolos conhecem a vida
Na sua forma de leveza pura
Os malucos dão a resposta atrevida
Porque nunca perdem a compostura

Ser doido de nascença
É um bem de muita serventia
Há muito tresloucado sem licença
Que aprendeu à custa da idiotia.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

VAZIO E SOLIDÃO

(imagem retirada da internet)

Às vezes o vazio é enorme
Tudo consome
Sem olhar a meios
O silêncio faz-lhe companhia
A alma fica mais fria
E a vida aceita perder os freios

A penumbra impera
Nos dias de solidão
A presa cedeu à fera
A luz perdeu para a escuridão

Os ossos sentem o frio
Que gelam sem piedade
Volta de novo o vazio
Insiste em levar-me a sanidade

Apelo à coragem
Por mais uma viagem
Sem forças não consigo seguir
A fé começa a esvair-se
A esperança a partir-se
O pesadelo volta a assumir

Sou um pedaço de pedra
Ao pó irei regressar
Vou sobrevivendo como a hedra
Trepando para tentar escapar.
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