Pedaços de amargura
pairam no céu
O mundo deixou a
maldade andar ao léu
A escuridão trouxe
a fumaça do egocentrismo
O povo, coitado,
ainda acha que tem protagonismo
A maldade pura, no
seu grau mais desprezível
É vendida em cada
esquina a preço acessível
A, já tão pouca,
humanidade tenta sobreviver
Mas a dureza dos
gestos consegue prevalecer
O homem, aluado,
faz planos para seguir
Deus, bem lá no
alto, desata-se a rir
Ninguém repara que
o novo dia que nasceu
Em nada melhorou, o
bem ainda não venceu
O povo caminha, cego
da triste ganância
Ignorando o
cultivo, vai vivendo sem substância
O futuro, diz que
está ao virar da esquina
Paciente, à espera
do fim da jogatina
Dos, poucos,
sortudos que saírem vencedores
Espera-se a
reconstrução dos verdadeiros valores




