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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

De Madrugada

Fonte: Google Images

Cinco da madrugada
Da janela olho a estrada
O silêncio está ao serviço
O vento apareceu em reboliço
Não se vê vivalma
Há algo que me acalma
E traz alguma tranquilidade
Sinto um descanso na alma
E um rasgo de felicidade

É gostoso assim amanhecer
Com a solidão de braço dado
E deixar-se ficar acordado
Para ver o dia nascer.

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Eram seis da manhã

Fonte: Google Images

Seis da manhã no despertador
O dia já tinha alguma cor
E o sol estava quase a chegar
Olhei para o lado
Esperava ver-te acordado
Mas decidiste madrugar

Pensei encontrar-te na cozinha
Mas acabei sozinha
A colocar a chaleira no lume
Onde terias ido tão cedo
Guardarias algum segredo
Não é teu costume

A manhã foi terrivelmente vagarosa
Acabou por ser chuvosa
E tu sem dares sinal
Já tinha acabado o almoço
Quando num alvoroço
Entravas pelo quintal

A desculpa foi esfarrapada
Não se aproveitou nada
Foi tempo mais que perdido
Quando finalmente anoiteceu
O nosso amor esmoreceu
E acabaste despedido.

segunda-feira, 18 de junho de 2018

A tristeza não foi convidada

Fonte: Google Images

A tristeza chegou de madrugada
Fez-se de convidada
E decidiu passar o dia
Ninguém quer a sua presença
Ela é pior do que pensa
É um horror de companhia

Se ela decidiu ficar
Sem ninguém a convidar
Eu tinha que desaparecer
Deixei o tempo a fazer sala
Peguei no casaco e na mala
E fui ver o dia florescer.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

CHUVA

(imagem retirada da internet)

A chuva ofereceu-se para pernoitar
Sem ninguém autorizar
E até fez a própria cama
Passou a noite a bater na janela
Iluminada com a luz da vela
E a sujar o chão com lama

As suas gotas eram frias e grossas
E ao cair nas poças
Perdiam-se no meio da água
Não quis nenhuma companhia
Nem mala ela trazia
Apenas se acompanhava da mágoa

E choveu até de madrugada
Deixando uma manhã gelada
E um silêncio perturbador
No momento da partida
A chuva quis ser uma querida
E ofereceu-nos um arco-íris multicor.
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