Farrapos de bom
senso e boa vontade
Esvoaçam pelas ruas
sombrias e desertas
Já ninguém procura
saber a verdade
Não se veem portas
nem janelas abertas
A esperança
transformou-se em poeira
Que pousa agora nos
telhados vazios
A ostentação
abalroa e quer ser a primeira
Arrastando
seguidores de sonhos sombrios
As flores têm
receio de florir a céu aberto
Tristemente,
acataram a tristeza que as rodeia
O silêncio impera
como no deserto
A luz do dia é
antiquada como uma candeia






