Quero enviar alguns
abraços apertados
Tenho que escolher
o modo de expedição
Desejo que cheguem
aos mais necessitados
E àqueles a quem é
preciso aconchego no coração
Se os abraços me
sobram e são de graça
Porque não os
hei-de distribuir?
Não interessa no
fim dar a carcaça
Se ninguém quis o
festim dividir
Quero que os meus
abraços cheguem intactos
E levem o carinho
com que os estou a partilhar
O pouco que, por
vezes, temos em nossos pratos
Deve dar sempre
para noutros pratos colocar
Que me sobre sempre
um abraço verdadeiro
Insisto em enviá-lo
a quem dele carecer
Repartir o bem sem
ser pedido primeiro
Faz o mal, de tanta
vergonha, se esconder













