Caio
a Teus pés, desencorajada
Não
consigo enxergar, a visão está turvada
Venho
falar-Te, quero aliviar o peito
Nem
sei como começar, fico sem jeito
Senhor,
perdoa as frases com pouco sentido
Falo
depressa, o meu raciocínio fica dorido
Sei
que me esqueço, da demora razoável
Não
sou só eu em estado deplorável
Sabes,
sou apressada e cometo gafes
Tento
remediar, mas já não seguram os agrafes
Infelizmente,
sou ingrata repetente
Não
é intencional, mas está presente
Senhor,
perdoa o pouco agradecimento
Mas
é constante o meu arrependimento
As
mãos que hoje Te pedem uma solução
Seguram
no rosário em convicta oração
Quero
ter a Tua força e a Tua bravura
E
deixar-me de andar à pendura




