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terça-feira, 24 de julho de 2018

Sinto-me sem rumo

Fonte: Google Images

Sinto-me pior que poeira do chão
Desvairada em dia de ventania
Perco tantas vezes a razão
Nunca disse realmente o que queria

Sinto-me pior que água da sarjeta
Tristemente tornei-me obsoleta
O vazio agora sou eu
Perdi ao jogo com a mediocridade
Já não encontro a felicidade
Levaram tudo o que era meu

Sinto-me pior que as grades do jardim
Enferrujadas com o passar do inverno
Juro que nunca quis isto p’ra mim
Será este sofrimento eterno?

segunda-feira, 24 de abril de 2017

Sou uma Marioneta

Imagem: Internet

Sou um pedaço de papel
Que o vento leva ao desvario
Parece que tudo me sabe a fel
E sinto constantemente frio

Sou uma gota de chuva
Suspensa no ramo da oliveira
Quem dera ser casta uva
Nascida da mais linda videira

Sou uma marioneta sem fios
Geringonça sem finalidade
Perco-me em maus desvios
Não consigo regressar à realidade

Sou um corpo que se arrasta
Sem função definida
Será minha vida madrasta
E já estarei perdida?

                                                                 

quinta-feira, 23 de março de 2017

Padeço de enorme vazio

Imagem: internet

Padeço de um enorme vazio
Da alma e do pensamento
Não tenho calor nem frio
Nem conheço o meu talento

Está vazia a meta
E o trajecto a seguir
Perdi de vista a seta
Não sei como reagir

O vazio é quem comanda
Roubou-me o significado
Não faço parte da banda
Do mundo fui isolado.

                                                            

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Perder o Caminho

Imagem: internet

Se perdeste a direcção
Ficaste sem sentido e sem noção
Tira um segundo para respirar
Por vezes parece complicado
Que o mundo está do lado errado
Mas tudo depende de como enxergar

Se já não conheces a estrada
E a recta parece estar errada
Faz uma pausa para pensar
O caminho vai estar sempre lá
Não importa como se vá
Interessa saber como caminhar.

                                                                            

terça-feira, 26 de julho de 2011

PARA PARTE NENHUMA


Levei um pedaço da tua gratidão
E guardei-a no bolso do casaco
Quem sabe, pelo sim, pelo não
Me fosse cair algum bocado!

Parti para parte nenhuma
E encontrei um mendigo a pedir
Perguntou-me: “a menina fuma?”
“Credo! Isso é um mal a abolir!”

Olhou-me desconfiado
E a sua boca não mais se abriu
Continuei para nenhum lado
E o mendigo não mais se viu.

Como por intuição
Levei a mão à algibeira
Lá estava o pedaço da tua gratidão
Que bom tê-la à minha beira!

Mais um atraso no caminho
Desta foi um transeunte perdido
Disse-lhe que sigo como as velas do moinho
Que para onde vou, me basta o que tenho vivido.

Não percebeu o que lhe quis dizer
E continuou perdido na estrada
Eu esforcei-me por esclarecer
Mas rejeitou e seguiu na enseada.

Quando finalmente encontrei o meu rumo
Parei para absorver aquela sensação
E como fugaz segue o fumo
Assim soltei a tua gratidão.
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