Farrapos de nuvens
caem incessantemente
Deixam-me a visão
turva e inconsistente
Deambulo sem
sentido nem orientação
O ar tornou-se
gelado, forte e espesso
Sinto-me fria, a
qualquer barulho estremeço
A angústia vai
tomar conta da minha direção
Não consigo
controlar nem orientar os meus passos
Oiço gemidos
agudos, algo me toca nos braços
O terror toma conta
da minha existência
Formou-se um
nevoeiro pesado com cheiro a maresia
Arrasto-me com a
troupe sem saber a coreografia
Não enxergo a
claridade, será isto a demência?