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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2020

Dividir os medos (à mana Lucília)


Escrevi com um marcador amarelo
O tanto que me ensinas a crescer
E mesmo que usemos apenas chinelo
O caminho deixa-se sempre percorrer

Foi numa tarde de um dia feriado
Que aprendemos a andar de bicicleta
A nós nunca nada nos foi ensinado
Mas pedalámos e cortámos a meta

Eram escassos e simples os brinquedos
Mas a brincadeira era estudada ao pormenor
Quem cresce a dividir os medos
Torna-se um ser humano muito melhor

sexta-feira, 6 de julho de 2018

Aproveitar a Criancice



Foi a jogar às escondidas
E nos saltos à corda
As lembranças mais queridas
Que a minha alma recorda

Foi nos torneios de berlinde
E a andar de bicicleta
Que recebi o melhor brinde
Ter a infância predilecta

Foi de crescer sem pressa
E de aproveitar a criancice
Que quando a saudade regressa
Ainda não conheço a velhice.


quinta-feira, 1 de junho de 2017

A minha Infância


Crescemos a brincar na rua
E a aprender com a derrota
Eram nossos, o sol e a lua
E ninguém conhecia a batota

Comprávamos papel colorido
E fazíamos os nossos papagaios
O dia, esse era mais divertido
Era tão simples ser catraio

No jogo das escondidas
O riso era contagiante
Havia quem pregasse partidas
E era apanhado em flagrante

As cordas que tínhamos, para saltar
Ferramentas dos trabalhos
Eram as que se usavam para atar
Os molhos de lenha e de galhos

Podia ser simples e pobre
A infância onde orgulhosamente cresci
Mas não conhecendo mais nobre
Foi a felicidade com que vivi.

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