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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Nas Mãos de Deus


(imagem retirada da internet)


Os medos que habitam em mim
E me impedem de chegar ao fim
Entrego nas mãos de Deus
A tristeza que dá sempre sinal
Esteja bem ou esteja mal
Entrego nas mãos de Deus

Os dias que nascem mais cinzentos
Mais pesados, mais avarentos
Entrego nas mãos de Deus
As noites frias e angustiantes
Habitat dos mais variados meliantes
Entrego nas mãos de Deus

As palavras que não querem sair
Tornando-se tão difícil de diluir
Entrego nas mãos de Deus
Os sorrisos por vezes escassos
A fraqueza que impera em meus passos
Entrego nas mãos de Deus

A Família, meu abrigo, meu pilar
Guia dos meus olhos, do meu andar
Entrego nas mãos de Deus
A vida frágil e nunca garantida
Que tão gentilmente me foi oferecida
Entrego nas mãos de Deus.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Este não é o meu tempo

(imagem retirada da internet)

Este tempo em que vivo
Não foi o tempo que aceitei
Já é tempo de saber o que preciso
E este tempo faz-me sentir fora da lei.

É um tempo sem sal e apagado
Nem dá tempo para me fazer brilhar
Se continuar o tempo neste estado
Arranjarei tempo de procurar noutro lugar.

Nasci neste tempo por engano
O meu tempo devia ter outra cultura
Tivesse eu tido tempo de fazer um plano
E este tempo já não me causava tanta agrura.

Basta de ter um tempo impositor
Que não me dá tempo para evoluir
Qualquer dia faço deste tempo um impostor
E o meu tempo naturalmente há-de fluir.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Portugal precisa de um "Robin dos Bosques" (repost)

(imagem retirada da internet)


Portugal precisa de um Robin dos Bosques
Para ajudar a dar de “frosques”
Com a maldita crise
É tempo de usar os collants
Esquecer as promessas vãs
E deixar que a seta deslize.

Vamos em bando tirar aos ricos
Fazê-los descer dos picos
E ensiná-los a dividir
Pobre não nasce ninguém
A pobreza nem Mãe tem
Mas arranja sempre onde ir dormir.

Que o frade nos ajude a rezar
Para na hora de acertar
Agirmos com inteligência
Se por um acaso falharmos a direcção
Alegamos que é recente a profissão
E pedimos equivalência.

E quando o Robin voltar carregado
Com o material do plano elaborado
Vamos escondê-lo em vários locais
É que guardar o produto todo no mesmo lugar
Além de burrice, é trazer o azar
Há sempre quem queira criar sucursais.

De terra em terra, de porta em porta
Vamos distribuir o fruto da nossa horta
E não esquecer de avisar a comunicação
Porque isto de ser Robin dos Bosques secreto
Não dá fruto, nem trabalho certo
Até aparecermos na televisão.

(este poema é de 2013, mas continua actual)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A cor do Amor

(imagem retirada da internet)

Hoje estou diferente
Sinto-me vazia e sem cor
Não sei quem levou meu arco-íris
Pois nele guardei minhas aguarelas de amor.

Vou pedir ao céu
Que me dê um pouco da sua cor
Para pintar nos meus olhos
A alegria de um novo amor.

Ao Sol peço-lhe um raio
Para iluminar o meu olhar
E quando passares à minha porta
Sei que te vou enfeitiçar.