AVISO

É expressamente proibida a cópia ou reprodução em parte ou na totalidade do conteúdo deste blog, sem prévia autorização, estando reservados os direitos de Autor.

Para utilização de qualquer poema, é favor contactar a Sociedade Portuguesa de Autores..pt.

A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010



O telhado nem sempre veda
As lágrimas que querem sair
As paredes nem sempre protegem
De quem mal nos quer impingir

Mesmo que feche a porta
Fica sempre algo de fora
Apesar de ser a minha casa
Há sempre uma altura de ir embora

Deixo a janela aberta
Preciso respirar civilização
Por muito que viva para estas paredes
É bom por vezes agir de antemão

Adoro a minha casinha
Pilar das minhas memórias
Até a soleira da porta
Conhece as minhas histórias

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Rir, chorar
Calada ou a falar
Triste, contente
Frio ou apenas quente

Está Sol, está a chover
Estou a ouvir, estou a escrever
Porque o dia se faz de escuridão
Verto mais uma gota na poça da indecisão

Sozinha, acompanhada
Corpo seco, alma molhada
A pé, a correr
Já nasceu, é p’ra morrer

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010



Gosto de te sentir lado a lado
De ouvir o teu respirar
Gosto quando me dizes sem falar
Que por mim estás apaixonado

E a inocência com que vivemos
Cada momento do nosso amor
Torna-nos cegos de olhos abertos
Tira-nos o frio, dá-nos o calor

Depois tu dizes que por mim morrias
Que por mim lutavas, que tudo fazias
E eu com um jeito de quem não está corada
Digo “amor, eu e tu, não é preciso mais nada”

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010



Aproveita as gotas de chuva
E lava o mal que te consome, amor
Aproveita os raios de Sol
E seca as lágrimas que te causam dor

Aproveita os dias
Faz o que já não fazias
Esquece a tristeza
Não sobrevalorizes a beleza
Aproveita quem te quer bem
Perdoa quem mal te fizer
Aprende a dizer obrigado
Recebe cada sorriso de bom grado

Se te apetecer cantar
Força amor, até desafinar!
Não tenhas vergonha de viver a rir
Porque só os tolos vivem sem sorrir


Sabes amor, hoje voltei ao passado
Parti a barreira que tínhamos criado
E dei por mim no campo de batalha
Onde a nossa guerra deixou muita tralha

Lembras-te de como começou a luta?
Ou o que levou a essa disputa?
Eu confesso que não me consigo recordar
Vê lá tu a importância que lhe estou a dar!

Até parece que ainda nos oiço a discutir
A fazer acusações e a jurar cumprir
Agora tudo parece tão egoísta
Tão triste, tão derrotista

Amor ainda te lembras do final
De içarmos a bandeira, branca como a cal?
Como deixámos uma guerra sem significado
Deixar uma nódoa no nosso lindo passado?