Nas
vicissitudes da vida que escolhemos
Nem
sempre nos apercebemos
Do
quanto fomos eloquentes
As
difíceis e, nem sempre astutas, decisões
Jogaram-nos
num mar de turbilhões
Esperamos
ser resgatados como indigentes
A
claustrofobia do futuro, ainda incerto
Faz-nos
conviver bem de perto
Com
o fracasso do desejado sucesso
Angustiamos
por uma resposta milagrosa
Com
um desenlace feliz, de heroína corajosa
Mas
tudo o que temos é o sonho do progresso
Resta-nos
regressar à base antecipadamente
Assumir
que, p’ra já, nada está coerente
E
repensar um método mais eficaz
A
sorte, essa já não nos conhece
Já
esgotámos a última prece
O
amanhã, quiçá, nascerá mais capaz


