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sábado, 9 de janeiro de 2021

À Beira-Mar

 



À beira-mar o mal parece desvanecer

A brisa marítima ajuda a espairecer

Os pés cobertos de água transmitem calmaria

À beira-mar o sol tem uma luz diferente

Aquece a alma de um modo mais potente

O som das ondas é a mais doce melodia

 

À beira-mar o mundo não tem tantos segredos

Há solução e antídotos para todos os medos

A areia suave acaricia sem pedir retribuição

À beira-mar os cheiros são todos adocicados

Os passos sabem seguir sem serem guiados

A vida torna-se leve, fresca, sem interrupção

 

À beira-mar o infinito é cheio de possibilidades

Os desafios são compatíveis com as oportunidades

A maresia é o único néctar que precisamos

À beira-mar a vida é mais sensata e ponderada

A imensidão de azul clarifica a mente atribulada

Os olhos veem somente aquilo que necessitamos


terça-feira, 17 de março de 2020

Noite de temporal


Esta noite choveu torrencialmente
Ficamos às escuras na noite escura
Os relâmpagos pareciam berros de gente
E a trovoada, como sempre, veio à pendura

Ninguém se atreveu a sair à rua
Nem sequer se abriu uma janela
Fiquei a pensar se não estaria a lua
Com ideias de que não gostavam dela

A manhã trouxe a calmaria
A chuva deu tréguas, desertou
Os estragos ainda ninguém conhecia
Por agora é conservar o que restou

quinta-feira, 26 de abril de 2018

Hoje está de chuva

Fonte: Google Images

Os vidros das janelas estão embaciados
Não consigo ver quem passa lá fora
A chuva parece que cai aos bocados
E não dá sinais de querer ir embora

Preciso de sair para espairecer
E sentir o vento na minha face
Mas a chuva não vai desaparecer
E insiste em mostrar a sua classe

Confesso que é reconfortante
Adormecer ao som dos aguaceiros
A chuva é muito mais importante
Para quem tem que encher os celeiros.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

NO FUNDO DO QUINTAL




Oiço a água a correr
Ao fundo do meu quintal
Quem me dera poder beber
Aquela paz, meu bem essencial

Consigo ver com claridade
As pedras que habitam no fundo do rio
Límpidas e frescas, que serenidade
Sempre de bem com o senhorio

Sentada no banco de madeira
Outrora tronco de uma árvore qualquer
Meus pensamentos não encontram maneira
De saber como me tornei nesta mulher

O vento começou agora a soprar
E as folhas começam-se a fazer ouvir
É altura de dar espaço a quem quer falar
E deixar assim o tempo fugir.
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