AVISO

É expressamente proibida a cópia ou reprodução em parte ou na totalidade do conteúdo deste blog, sem prévia autorização, estando reservados os direitos de Autor.

Para utilização de qualquer poema, é favor contactar a Sociedade Portuguesa de Autores, através do email: atendimento@spautores.ptatendimento@spautores.pt.

A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

O vigário da freguesia
Passou por mim outro dia,
Ia numa tal correria,
Que, por pouco, nem me via!
“Que pressa é essa? Que aflição!
Vai dar alguma extrema-unção?”
“Não! É uma pressa normal.”
Disse-me ele e coisa e tal.
“Mas olhe que parece apressado,
Até o seu olhar vai esgazeado!”
“Impressão sua, deixe andar.
Só sei correr, esqueço-me de caminhar!”
Ele estava meio encolhido,
Olhava em volta, meio perdido.
“Então precisa de ajuda? Sente-se bem?
Quer que chame alguém?”
“Deixe estar, não há complicação.
Cá entre nós, é só uma pequena aflição.”
Foi quando compreendi o que se passava
E qual a pressa que o vigário levava.
O pobre homem ia quase a fugir,
Porque algo dentro de si, tinha pressa de sair.

1 comentário:

  1. Ando há dias para deixar este comentário-pergunta...
    Hoje decidi-me.
    Não percebo e causa-me alguma confusão sobre o que teria afinal o Vigário (representante) que, no meio de tanta aflição, complicação e com pressa, porque dentro de si havia qualquer coisa com pressa de sair... O quê?
    De resto, muito bom e engraçado!

    JM Ferreira

    ResponderEliminar