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A Autora,

Isabel Mendes (Isamar)

domingo, 27 de julho de 2008

ABRI A PORTA

Abri a porta a ninguém
E deixei entrar quem quis
Cá fora ficou alguém
Que me disse que não sou feliz

Abri a porta ao dia
E deixei entrar a noite
Não me disse por que sofria
Nem por que levava o açoite

Abri a porta ao silêncio
E deixei entrar o barulho
Não disse tudo o que penso
Nem por que me falta o orgulho

Abri a porta ao calor
E deixei entrar o frio
Por que me chamas amor
E me causas tal calafrio?

Abri a porta ao sorriso
E deixei entrar o choro
Pede-me o que for preciso
Alimenta-me com esse teu soro

Abri a porta à morte
E deixei entrar a vida
Foi com certeza um golpe de sorte
Ter cicatrizado esta ferida

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